Cinema: Pulp Fiction (1994)

0057.jpgFérias servem para assistir os filmes do Tarantino que a gente sempre jurou que veria logo mas nunca viu. “Pulp Fiction” é, talvez, o filme mais famoso do tio e ainda assim eu demorei esse tempo todo para assistir…

Sempre escutei falar que a narrativa era fora da ordem temporal, então estava esperando ficar confusa e não entender nada à princípio. Na verdade, a história até que é fora de ordem, mas a ordem fica implícita na maior parte das vezes, então não há nada confuso por aqui.

Começamos o filme com um casal em uma lanchonete discutindo sobre seus assaltos e, no calor do momento, decidindo realizar um ali mesmo. Essa cena é para guardar na memória mesmo, porque só fazemos referência novamente a ela bem no final do filme. Mais tarde conhecemos os minions Vincent Vega (John Travolta) e Jules (Samuel L. Jackson), que trabalham para o chefão do crime Marcellus Wallace (Ving Rhames). É deixado implícito um monte de coisas sobre esses dois e alguns fatos vamos conhecendo aos poucos, como por exemplo que Vega voltou recentemente de Amsterdam e que tem vício em drogas e que Jules tem um background religioso e acredita nos milagres da fé. Jules e Vincent chegam a debater sobre as atitudes aparentemente irracionais do chefão quanto a homens que se aproximam de sua esposa antes de executar mais um trabalhinho sujo para ele, quando pegam uma maleta de conteúdo misterioso. Mais tarde vamos conhecer essa esposa, chamada Mia Wallace (Uma Thurman). Mia aparentemente é uma figura entediada, que precisa de estímulos e pessoas o tempo todo por perto. É por isso que quando Marcellus sai deixa um de seus capangas fazendo companhia a ela. Para azar de um amedrontado Vega, ele foi o escolhido para uma noite que inclui um jantar com a mulher do chefe. Devo adiantar que essa noite tem mais aventuras do que o pobre Vega esperava encontrar.

Em paralelo conhecemos também um boxeador de nome Butch (Bruce Willis), que faz um acordo para perder uma luta por dinheiro com Wallace. No dia da luta, entretanto, o homem descumpre o tratado e foge com a bolada de dinheiro, indo se encontrar com a esposa francesa Fabienne (Maria de Medeiros). Fabienne é um doce de coco de pessoa, mas esqueceu a peça mais importante de Butch em casa: um relógio de ouro que pertenceu a toda a linhagem masculina de sua família. É por isso que Butch precisa voltar para um lugar que sabe que está sendo vigiado por Wallace para buscar a peça e o que acontece a seguir é uma loucura completa (mas muito divertida).

Os filmes de Tarantino são sempre muito divertidos, mesmo com a violência toda contida neles. É impossível desgrudar os olhos enquanto vemos essas histórias se desenrolarem e esses personagens caricatos tomarem a tela. Taí um diretor que sabe conquistar o espectador com histórias algo simples, mas sempre divinamente executadas. E a trilha sonora é sempre muito precisa, uma história que sempre tem o acompanhamento certinho. Minha maior alegria é ele ainda estar vivo e ser relativamente jovem, o que espero que ainda possa proporcionar muitos filmes no futuro.

 

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