Cinema: Mulher-Maravilha (2017)

MV5BNDFmZjgyMTEtYTk5MC00NmY0LWJhZjktOWY2MzI5YjkzODNlXkEyXkFqcGdeQXVyMDA4NzMyOA@@._V1_SY1000_SX675_AL_.jpgNão é sempre (então não se acostume), mas de vez em quando a gente até consegue se passar por blogueiro-pseudo-sério e resenhar algum filme não muito distante da estreia.

Quem já leu outros posts desse tipo de filme por aqui sabe que não é nem de longe meu gênero preferido. Tenho inúmeras implicâncias com os filmes de heróis, sejam eles da Marvel, da DC ou do diabo à quatro. E o principal motivo por trás disso é sempre o roteiro com aquela estrutura muito dentro da caixinha (origem do herói com alguma limitação – grande obstáculo personificado no vilão – um interesse amoroso sem sal – derrota do vilão pelo herói com uma música gloriosa e um brilho dourado de fundo) e aquelas frases marcadas para servir de quote aos fãs. Acho tudo tão repetitivo que nem me dou mais ao trabalho. Mas dessa vez estavam falando tão bem, mas TÃO BEM, que resolvi parar por duas horas e meia e assistir ao tal do fenômeno ~diferentão~.

Diana (Gal Gadot) nasceu e foi criada na ilha das amazonas, sendo filha da Rainha Hippolyta (Connie Nielsen), que esconde a verdadeira natureza de deusa da filha. Diana treina com Antiope (Robin Wright) para se tornar a melhor das guerreiras. Tudo isso até o dia em que chega à praia do local um espião do exército britânico, fugindo dos alemães durante a Segunda Guerra. Steve (Chris Pine) será o primeiro espécime do sexo masculino que Diana conhecerá e também seu companheiro quando decide sair da ilha e conhecer o mundo dos homens, que está no meio do conflito. Diana acredita, bem de acordo com a história que lhe foi contada por toda a vida, que a guerra acontece por causa de Ares e deseja ir para o front para encontrá-lo e assim acabar com o conflito, salvando a vida dos inocentes. A Wonder Woman é a personagem que tenta sempre alertar aos homens sobre suas falhas que causam conflitos, alertando sobre como o medo e modelos tolos de hierarquia acabam levando à essa destruição mútia entre os seres humanos.

O que achei do filme? Esperava BEM mais e me foi entregue apenas aquele mesmo roteiro batido que minhas retinas estão bem cansadas de ver. Os diálogos são especialmente fracos, mas atuados como se fosse grande coisa devem estar enganando bastante gente por aí como motivadores e feministas. A personagem principal em si não foi tanto o problema quanto a atuação de Gadot, que eu pessoalmente achei bem mediana com alguns poucos bons momentos. Como todo filme em que há uma mulher bonita, há uma cena de “transformação” com a personagem brincando de Barbie e provando vestidos (totalmente desnecessária). As cenas de ação (que eu já falei que talvez não seja a melhor pessoa a julgar porque não gosto de filmes de ação em um princípio) também me pareceram absolutamente fracas em comparação com outros filmes e aquele uso de “mega-saltos” pela Mulher-Maravilha foi extremamente irritante, mas esse é um problema que tive mais na parte “moderna” do filme. Isso porque a minha parte preferida é com certeza a passada na ilha das amazonas, em que inclusive as cenas de ação eram bem superiores à apelação sem sentido dos atos finais. A trilha sonora é bem legal, com o tema da personagem sempre roubando a cena.

No geral, achei o filme fraco e esquecível. O que piora se você, como eu, passou boa parte da projeção cantando mentalmente “foge, foge, mulher maravilha, foge com o superman”…

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