Cinema: Annie Hall (1977)

0056.jpgSe tem um filme cuja tradução do título não fez nenhum sentido em português, esse filme é “Annie Hall” do Woody Allen, que foi traduzido em Pindorama como “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”.

E se tem alguma categoria de filme que sempre fico reticente para assistir, essa categoria é filmes-do-Woody-Allen. Como já disse antes, tenho um problema grave com o diretor de não conseguir separar a obra do indivíduo (pedófilo) que ele é. Ainda mais porque todos os filmes de Allen são egocêntricos e estão falando de si mesmo, ainda mais esse daqui. Por causa disso tive que apelar à prática pouco ortodoxa de dividir a exibição em uns 4 dias distintos para dar cabo das cerca de 1h30min de filme…

Em “Annie Hall”, Woody Allen interpreta Alvy Singer, um comediante judeu que faz terapia há 15 anos e ainda não sentiu nenhuma melhora. Uma das inúmeras questões que o assombram é seu relacionamento sempre difícil com as mulheres. Ele acumula dois divórcios e muitas neuras quando conhece, através de um amigo, a carismática Annie Hall (Diane Keaton, no auge da beleza nesse filme). Os dois começam um relacionamento narrado às vezes no presente (quando o casal está se separando) e por vezes no passado (quando tudo eram flores). Annie é muitas vezes subestimada no relacionamento e acha que Singer a considera burra. Já Singer odeia muitos dos hábitos da companheira, como precisar fumar maconha antes do sexo e querer tanto se inserir no grupo de artistas de Los Angeles, cidade que ele parece odiar (na verdade ele só considera NY como um lugar passível de viver). Woody às vezes fala com o espectador ou “manipula” cenas para mostrar o que aconteceria se ele tivesse o controle da situação ou se todos fossem sinceros no diálogo.

Woody tem lá suas boas tiradas, mas como sempre acho que ele na vida real deve ser uma pessoa intragável, controladora ao extremo e que despreza qualquer coisa que as pessoas que não são ele mesmo fazem. E “Annie Hall” é apenas uma grande demonstração de que ele entende que é assim, mas acha que isso é algo sobre si que deve merecer elogios: ter se mantido tão incorrigível mesmo com terapia em todos esses anos de vida.

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