Cinema: Forrest Gump (1994)

0052.jpgTudo bem que eu disse no último post que iria aproveitar esse tempo para ver filmes que sempre quis ver, mas por algum motivo nunca conseguia. Mas a gente sabe que toda regra tem uma exceção, né? E quando passei os olhos pela lista, “Forrest Gump” foi essa exceção porque eu já assisti o filme umas 5 vezes, mas queria mais uma vez… Se você não sabe nada sobre o filme (onde você estava vivendo esse tempo todo? Embaixo de uma pedra?) aqui vai aquele resumo maroto que sempre inicia meus posts.

Forrest Gump (Tom Hanks) é nosso protagonista, o contador de histórias do título em português que, sentado em um banco de praça a espera do ônibus 9 conta aos eventuais companheiros de espera (que vão demonstrando crescente interesse da primeira até a última senhora a se sentar no banco) sobre sua vida e a série de eventos que o levou a estar ali, à espera.

Gump nasceu e cresceu no Alabama, nos anos 50/60. A mãe de Gump (Sally Field) era uma mulher forte, que tudo fazia para criar o menino de maneira que ele não se sentisse inferior ou diferente dos demais. Gump nasceu com um problema nas costas que fez com que precisasse de um estranho aparelho na infância, além de ser considerado inapto para a escola devido a seu baixo QI (mas a mãe de Gump dá um jeito nisso). Assim que entra na escola Forrest passa a ser alvo do bullying de meninos mais fortes, mas a escola é também o lugar onde encontra pela primeira vez Jenny (Robin Wright), que será seu amor por toda a vida. Jenny tem uma casa disfuncional ao extremo e encontra no simplório Forrest um porto seguro para toda a tristeza de sua vida. É a partir desses dois personagens que vamos acompanhando as mudanças políticas e sociais entre os anos 50 e 80, além de termos a aparição de inúmeras figuras históricas já que Forrest, em sua simplicidade, vai acumulando feitos cada vez maiores, como se tornar jogador de futebol americano, soldado condecorado, pescador de camarões etc, até que temos o desfecho com a reunião com Jenny, que passou pelo lado negro de todos esses anos, e a despedida final.

A vida de Forrest Gump é sempre muito movimentada, estando ele (sem ter consciência disso) sempre no centro das atenções dos eventos que se passam. É por causa da natureza intelectual que tudo ganha um ar cômico e não tão trágico, como quando Forrest narra como o pai de Jenny era tão carinhoso com as filhas que vivia beijando-as, servindo assim para indicar ao espectador fatos tristes sem que o personagem principal se aperceba deles. E o filme ganha, por causa disso e de todos os encontros inesperados com figuras históricas, aquele ar de fantasia boa, do irreal que versa com uma realidade bem possível.

Para mim a cena mais forte (e aquela que sempre me emociona quando vejo o filme) é no reencontro com Jenny anos após a noite de amor que tiveram no Alabama, quando Forrest pergunta se o filho é esperto logo após saber de sua existência. É um toque bonito e triste pois Forrest reconhece que tem essa limitação (que em parte foi grande responsável por seu sucesso sem ele se dar conta) e teme que o menino partilhe do mesmo destino. Enfim, um filme confortável, para rever sempre.

And that’s all I have to say about that.

 

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