Cinema: Moulin Rouge! (2001)

0046.jpgE daí que eu consegui ficar 16 anos sem assistir “Moulin Rouge!”, mesmo quando choviam oportunidades para assistir. Tá bom que em grande parte não me interessei mesmo, mas que feito passar tanto tempo sem receber um spoiler sequer da história!

O grande mérito do filme é não se levar à sério e pegar um roteiro super batido (homem pobre cheio de sonhos se muda para capital do mundo e conhece mulher fascinante que o fará crescer e conhecer a vida) e ousar colocando músicas atuais e populares para tentar contar sua história nada original. E o negócio é que eles sabem que a história é esse mega clichê e que a originalidade está apenas na forma apresentada.

Christian (Ewan McGregor) é esse personagem sonhador, um artista pobre que se muda para Paris esperando alcançar dentre outras coisas o amor, que ele admira muito em teoria mas que nunca viveu. Ele acabará se encontrando com a bela Satine (Nicole Kidman), a cortesã-dançarina-atriz principal do Moulin Rouge, com o auxílio de uma trupe de artistas que procuram realizar um grande espetáculo. Esse personagem que está prontinho para se apaixonar obviamente cairá de amores por Satine, que acaba respondendo ao sentimento de homem tão poético e que cria suas músicas na inspiração do momento.

Mas há um porém nessa história de amor: Satine sempre quis ser uma grande atriz ao invés de apenas uma cortesã e seus planos junto ao dono do Moulin Rouge incluem seduzir um Duque (Richard Roxburgh) que custeará as mudanças necessárias para transformar o local em teatro. E por algum tempo Satine terá que enganar o Duque ao mesmo tempo em que vive seu caso de amor nos bastidores do espetáculo que ela e Christian ensaiam. E isso nem é o menor dos problemas, já que Satine está padecendo de uma doença e cada dia aparenta estar pior…

E o resto da história são apenas as muitas músicas que se entrepõem e contam o caso de amor dos dois personagens, incluindo “Your Song” de Elton John, “Nature Boy” de Nat King Cole (a melhor música do filme), “Roxanne” do The Police e até mesmo “The Sound of Music”. Nem todas elas se encaixam tão bem na história de época, o que parece ter sido feito de modo proposital para afastar a história de um passado factual.

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