Cinema: Coin Locker Girl (2015)

Chinatown-p1.jpgMas olha, minha gente, ainda tem post atrasado de umas duas semanas por aqui…

“Coin Locker Girl” foi mais um dos filmes que assisti há umas duas semanas, parte integrante da febre asiática que só estava me deixando ver o que tinha na seção Coreia do Sul/Japão da cinematografia. Esse foi uma busca específica pois queria ver mais alguma coisa com a sempre fantástica Kim Go-Eun.

No filme, Il-Young (Kim Go-Eun) é uma criança abandonada após o nascimento em um armário da estação de metrô, sendo achada por mendigos da região e criada até certa idade por eles. Mais tarde, a criança é encontrada por um homem que precisa pagar uma dívida à misteriosa figura chamada por Mãe (Kim Hye-Soo) e o homem entrega a menina como parte da negociação. A Mãe lidera uma organização criminosa que tem tentáculos em distintos ramos, sendo um deles a exploração de muitas crianças nas ruas, pedindo dinheiro, onde é alocada Il-Young. Quando a Mãe tenta se desfazer da criança, entretanto, Il-Young mostra que há algo a mais em sua pessoinha e consegue achar o caminho de casa sozinha.

Os anos se passam e a agora moça começa a assumir cada vez mais responsabilidades dentro da organização, inserindo-se no negócio de cobrança de dívidas e começando a se tornar uma pessoa de confiança da Mãe. Nessa estranha organização, todos sabem que a partir do momento em que não tiver mais utilidade, a pessoa se torna mais uma peça para o comércio de órgãos. É na função atribuída que Il-Young vai conhecer Seok-Hyun (Park Bo-Gun), um rapaz cheio de confiança, que parece não temer o perigo imediato representado pela cobradora de dívidas. Seok-Hyun força com que Il-Young passe cada vez mais tempo consigo e acaba criando a semente de uma amizade. Só que isso acaba postergando cada vez mais o pagamento da dívida assumida pelo pai de Seok-Hyun e o resto da organização não vai ver com bons olhos esse relacionamento, o que leva a um desfecho bem triste à amizade. Ao mesmo tempo, Il-Young se tornará uma pessoa perseguida pela organização e precisará lutar para sobreviver.

Outros bons atores e personagens se apresentarão, como Woo-Gon (Um Tae-Goo), que parece ter sentimentos por Il-Young; Chi-Do (Ko Gyung-Pyo), líder de um dos braços da organização; Ssong (Lee Soo-Kyung), uma das “filhas” da mãe, viciada em drogas, e Hong-Joo (Cho Hyun-Chul), que parece ter alguma deficiência mas é mais perigoso do que parece. Algo interessante é a falta de armas de fogo nas sequências mais cruciais de violência do filme, algo que já tinha notado antes e me faz pensar o quão difícil é obter esse tipo de equipamento no país, já que nem os “bandidões” dos filmes coreanos têm acesso a elas. Ao mesmo tempo em que mostra toda a disfunção da relação familiar travada com a Mãe, o filme revela que há sim exatamente isso – uma relação familiar – sendo travada entre personagens sem passado e sem futuro.

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