Cinema: A Bela e a Fera (2017)

MV5BMTUwNjUxMTM4NV5BMl5BanBnXkFtZTgwODExMDQzMTI@._V1_SY1000_CR0,0,674,1000_AL_.jpgSIM! Eu assisti a versão live-action do filminho de princesa do Valdisnei!

Para começar a história: “A Bela e a Fera” está bem longe de estar entre meu hall de animações que assisti muito na infância. Como já falei por aqui, assistir mil vezes a mesma fita só ocorreu com “Mulan” e “O Rei Leão”, o resto tá longe de ter passado próximo de visualizações que esses dois tiveram. “Cinderella” ainda ganhou alguma atenção (tive um aniversário dessa princesa aos 5 anos, mas na verdade era só porque queria contrariar minha mãe que me achava mais parecida com a Branca de Neve). “A Bela Adormecida” acho que nunca assisti pela versão Disney e “A Bela e a Fera”, talvez só uma vez. Cheguei no cinema, então, se essa cara saudosista das meninas que cresceram escutando e re-escutando as músicas do filme.

Um príncipe (Dan Stevens) extremamente vaidoso recusa-se a ajudar uma velhinha em uma noite de chuva, sendo então transformado numa fera e condenado a essa aparência (e hábitos bestiais) até achar alguém que o ame ou até a transformação total, o que acontecer primeiro. Bela (Emma Watson) é a filha única de inventor de engenhocas, ela mesma bastante criativa no ofício. O maior tempo de Bela é investido lendo todos os livros que consegue no pequeno vilarejo em que nasceu, sonhando com a vida na cidade grande. O resto do tempo ela passa evitando os galanteios de Gaston (Luke Evans), um caçador que adora uma conquista difícil. Tudo vai bem (na medida do possível) até o dia em que o pai de Bela se perde na floresta e acaba no castelo de uma fera peluda que o aprisiona. Cabe a filha montar no cavalo branco e ir salvar o pai, o que ocorre com a troca de posição, ficando Bela no castelo. E é aí que se desenvolve a síndrome de Estocolmo o romance entre eles, sonorizado pelas músicas dos serviçais, dentre os quais se inclui Ewan McGregor como Lumière, Ian McKellen como Orloj e Emma Thompson como a zelosa mãe Samovar.

O filme não desenvolve nada a mais do que a animação. A Disney está tentando fazer um esforço para ser mais inclusiva e um dos melhores personagens é LeFou (Josh Gad), o amigo de Gaston que é claramente homossexual. Sem querer entregar o ouro, ele não é o único personagem que claramente tem outra inclinação sexual ao longo do filme. Além disso, há muitos personagens negros (mesmo isso sendo uma incoerência histórica). Minha música preferida do filme é a de Gaston no bar (“Ninguém é igual a Gaston/Nem melhor que Gaston…”), a única que é realmente memorável na munha opinião. Meus outros momentos preferidos pouco tem a ver com os personagens principais (que nem são tão principais nem tão carismáticos assim), mas sim com o roteiro. Por exemplo, em certa parte LeFou está perguntando porque Bela é tão importante para Gaston e questiona se ela tem um certo “je ne sais quoi” (“não sei bem o quê” na tradução, ou seja, um charme a mais) e Gaston, apesar de ser francês, não sabe o que isso significa. Esses momentos que passaram muitas vezes em brancas nuvens para os outros são hilários para mim exatamente porque brinca com um pouco com o cenário e ambientação da história fantasiosa.

Vou confessar que não engulo essa Bela que deseja acima de tudo sair da pequena cidade e ir para Paris e, ao final, está muito contente com sua prisão de luxo com uma grande biblioteca. Não entendi de fato a motivação dessa personagem. Já a Fera é o menos importante desse filme…

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