Cinema: Like for Likes (2016)

Like_for_Likes-p1.jpgExiste um fenômeno no quinto período do curso médico da universidade onde estudo chamado “depois do seminário de farmacologia na terça é fim de semana”. Isso acontece porque a gente perdeu completamente o fim de semana para se dedicar a esse evento semanal, mas depois dele a rotina fica tranquilinha tranquilinha (isso até começarem as provas…). E isso tudo é só para dizer o porquê dos posts terem rareado e eu estar em plena terça-feira à noite falando sobre mais um filme coreano que eu assisti faz mais de duas semanas. (Nem vou mentir que assisti só pelo piteuzinho do Kang Ha-Neul. Mim deixem!)

O plot traz três historinhas leves sobre romance na época em que redes sociais estão em alta. Apesar do Facebook não ser tão grande na Coréia do Sul quanto outras redes sociais, essa é a opção para contar a história.

No Jin-Woo (Yoo Ah-In) é um ator de sucesso que acaba de cumpri seu período obrigatório de dois anos servindo nas forças armadas. O galã agora estuda roteiros para fazer sua volta triunfal para as telinhas. Dentre os roteiros está um novela de Jo Gyung-A (Lee Mi-Yeon), que foi quem escreveu a última novela de Jon-Woo antes do alistamento. Mas esse roteiro não caiu nas mãos de Jin-Woo por causa dos apelos de Gyung-A. Os dois tiveram um romance muito breve (brevíssimo!) ao fim das gravações do antigo drama e agora Gyung-A não quer contato com Jin-Woo, o que parece ser mais do que recíproco. A produtora, entretanto, quer porque quer colocar o ator na novela da roteirista e os dois estão sempre se encontrando à revelia. É assim que Jin-Woo descobre que Gyung-A é mãe solteira de um menininho (fofo!) de dois anos e começa a cogitar sobre sua possível paternidade.

Lee Soo-Ho (Kang Ha-Neul) compõe músicas, é bonito e uma boa pessoa. Entretanto, o rapaz tem muitas dificuldades amorosas decorrentes do fato de ser deficiente auditivo. Isso nem seria um impedimento, não fosse a falta de confiança de Soo-Ho em se abrir sobre esse fato. Quando começa a gostar de Jang Na-Yeon (Esom), Soo-Ho usa toda sua habilidade de leitura labial para ocultar o fato, o que nunca é uma boa ideia pois a revelação está fadada a acontecer em algum momento.

Sung-Chan (Kim Ju-Hyeok) é o chefe de um pequeno restaurante japonês e está organizando seu casamento no começo da história. O matrimônio nem chega a acontecer, com a noiva cancelando com pouca antecedência. O problema é que Sung-Chan já havia alugado o apartamento, tendo contato com a antiga proprietária Ham Joo-Ran (Choi Ji-Woo), uma aeromoça com sonhos de abrir o negócio próprio. Uma série de eventos acaba fazendo com que os dois passem a viver embaixo do mesmo teto e logo se tornem melhores amigos e confidentes.

Sobre a evolução das histórias e o que achei no todo: não gostei da maioria dos desenvolvimentos e as atuações não são nada de mais nesse universo. A história do ator e da roteirista é chata, arrastada e, apesar de ser a principal, em muitos momentos me vi olhando para o celular ou pulando ativamente pequenas partes porque o casal não tem um mínimo de química e Yoo Ah-In, que costuma ser um bom ator, estava operando no piloto automático nesse filme. Até gosto da temática do filho “escondido”, mas nessa história ela funciona mal e parece desconectada. O uso de rede social é mais extenso nessa história que em outras porque Jin-Woo fica stalkeando a mulher para saber da criança, mas não é tão bem usada também (uma constante também nas outras histórias).

A história de Soo-Ho e Na-Yeon é a que ganha menos tempo de tela e que é mais mal desenvolvida (uma pena porque se você lembrar eu assisti esse filme pelo Ha-Neul…). Até gosto da personagem de Esom, mas Soo-Ho é um personagem que não funciona para mim. Até engoli (com dificuldade) o negócio dele ser compositor (apesar de compor uma música ter bem a mais do que só escrever as notas em uma folha), mas a atuação de Ha-Neul em nenhum momento reflete a deficiência do personagem. As atitudes e pequenos gestos de Soo-Ho não condizem com as regras apresentadas junto ao personagem e fica difícil crer na verdade do personagem.

Já o romance de Sung-Chan e Joo-Ran é a história mais divertida e engraçada, especialmente quando ele se propõe a ensinar a ela sobre como construir uma timeline no FB que a faça parecer interessante e atraia o crush. Para mim é a única história que poderia funcionar sozinha, em um filme próprio, exatamente por em nenhum momento se levar tão a sério.

Juntando as três narrativas, acho que o filme passa por histórias que já foram contadas e recontadas muitas vezes e, nesse caso, ou você faz muito bem feito o feijão com arroz ou coloca algo novo no tempero e transforma esse prato. Nenhuma das duas coisas aconteceu e, apesar do filme distrair nas suas duas horinhas, é facilmente esquecido em menos de trinta minutos.

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