Cinema: Arrival/A Chegada (2016)

MV5BMTExMzU0ODcxNDheQTJeQWpwZ15BbWU4MDE1OTI4MzAy._V1_SY1000_CR0,0,640,1000_AL_.jpg(Dá tempo ainda de cumprir a promessa de três posts hoje? São 23:33. Quero crer que dá).

Escutei tantas coisas boas sobre “A Chegada”, vindas de tantas fontes diferentes, que acabei assistindo o filme.

Começamos a história com algumas lembranças de Louise Banks (Amy Adams, que eternamente vai ser Giselle de Encantada para mim) sobre seu convívio com a filha, cuja vida acabou prematuramente na adolescência devido a uma doença. Pulando isso, vamos ao presente, quando Louise – professora universitária do departamento de linguística – vê uma aula ser interrompida pelo aparecimento de estranhas naves em alguns pontos da Terra. Nas horas que se seguem o exército vem procurar Louise, reconhecidamente uma das mentes brilhantes de sua área. É assim que a linguista vai acabar em Montana, onde uma das naves está pousada, para trabalhar em algum meio de comunicação com os heptapodes. Ainda no voo para Montana, Banks conhece Ian Donnelly (Jeremy Renner), um físico que também tentará a comunicação com as estranhas criaturas através da matemática.

O filme trata de muitos sentimentos humanos, como arrependimento, culpa, luto e a felicidade da vida materna – e de forma brilhante, nem tudo isso vai estar gritando no roteiro e sim muitas vezes colocado em um diálogo, uma troca de olhar. Ao mesmo tempo, o filme deve ser uma paraíso para o pessoal de Letras, pois fala como uma língua molda o jeito com que pensamos nossa realidade, como cada frase é formulada embebida em muitos significados que na maioria das vezes nem percebemos. Os humanos tem uma linguagem linear e temporal, enquanto os heptapodes produzem sua linguagem tanto visualmente quanto em significado de forma circular, uma maneira pela qual tudo que deve ser dito – do começo ao final – deve ser dito através de um único símbolo. essa linguagem será a chave para desvendar tanto a história humana quanto a particular de Louise.

O filme tem um plot twist, mas eu já devo estar calejada demais porque já sabia como o filme ia terminar antes da metade. E isso não é para dizer que sou mais inteligente que ninguém, mas acho que já consigo ver para onde a mente do roteirista está se encaminhando sempre antes do que deveria, o que acaba prejudicando minhas experiências com esse tipo de história.

P.S.: Para falantes da língua portuguesa, há uma breve menção a essa língua no comecinho do filme!

(23:43. Promessa cumprida!)

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