Contos: Riding the Bullet + UR (Stephen King)

Se você é visitante antigo desse bloguito, então já sabe que rola um desafio paralelo não anunciado chamado “Eu ainda vou ler tudo o que Stephen King já escreveu”. Sabe também que esse quasi-desafio é uma armadilha, porque o autor publica com maior velocidade e em maior quantidade do que a pobre Marília consegue ler suas obras.

O que estava acontecendo éada  que estava lendo um livro de contos dele, mas acabei parando em um conto mais chatinho e perdi o fio da meada (vou ter que começar tudo de novo), então acabei pegando essas duas novelas para alternar com a leitura mais densa que estou fazendo para o Desafio Literário no momento. Ambas as novelas foram boas e inesperadas surpresas.

Riding_the_Bullet.pngRiding the Bullet: Alan Parker está na faculdade quando recebe um telefonema da vizinha, contando sobre o derrame da mãe. Com o carro precisando de reparos e sem muito dinheiro no bolso, Alan resolve fazer algo que muitas vezes já fez antes: esticar o polegar no acostamento e pedir carona até chegar em casa. Alan pega o primeiro carro com alguma facilidade, conhecendo um senhor idoso que parece ao mesmo tempo muito suspeito e muito confiável, querendo levá-lo imediatamente ao hospital assim que escuta a história de Alan. O rapaz não consegue confiar no senhor e segue seu instinto de saltar imediatamente e buscar outra carona. Com alguma relutância o velhinho o deixa em um acostamento, em uma área que Alan percebe ser um cemitério. A segunda carona da noite é aquela que de fato vai marcar a vida do rapaz para sempre. O homem que o conduz não é mais um homem, mas sim um corpo atrás do volante, que lhe faz uma pergunta cruel. Alan tem que decidir quem morrerá e irá com o defunto para o outro mundo: ele mesmo ou a mãe? A escolha de Alan é feita e vamos seguindo o que acontece quando Alan chega ao hospital. Uma boa história de King. Não brilhante, mas que prende a atenção.

ur_stephen_kingUR: Essa historinha foi encomendada pela Amazon para promover o Kindle, o que não espanta o gadget ser o ponto central do plot. Wesley Smith é nosso protagonista, um professor universitário que recentemente se separou da namorada e ainda está remoendo as palavras dela durante a última discussão. Apaixonado por livros e considerado antiquado pelos outros professores, Smith decide em um impulso comprar um Kindle após ser apresentado a ele por um aluno. O Kindle do professor, entretanto, parece ter vindo com algum problema ou erro de fabricação. Partindo da coloração rosa (diferente do pretinho básico tradicional) até a ferramenta “UR” experimental, o Kindle nada tem a ver do utensílio que Wesley achava que receberia. Mas mais importante que isso é o que essa ferramenta UR permite a Smith fazer, acessando universos alternativos e mostrando as diversas obras nunca publicadas dos autores famosos que o professor sempre idolatrou. Outros personagens vão acabar sabendo dessa funcionalidade particular e o envolvimento deles será importante para o final inesperado da história.

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