Série: Black Mirror (2ªtemporada + White Christmas)

Seguindo a lista de posts que deveriam ter sido escritos há muito tempo atrás, mas que só agora eu sentei minha bunda e meu cérebro para escrever, aqui está mais uma temporada re-assistida de Black Mirror. Sei que a maioria das pessoas só conheceu a série depois que ela foi para a Netflix, mas eu já tinha visto esses episódios antes e nada foi novidade nessa preparação para a terceira temporada (que já posso adiantar que estou terminando de assistir também).

Na segunda temporada contamos com mais três episódios, por isso decidi incluir nesse post também o especial de final de ano chamado “White Christmas”.

grant_channel4_blackmirror201_640.jpgBe Right Back: Nesse episódio conhecemos um casal, Martha (Hayley Atwell) e Ash (Domhnall Gleeson), que acabam de se mudar para uma casa no campo onde planejam começar suas vidas juntos. Martha é menos adepta da tecnologia do que Ash, que passa boa parte de seu tempo interagindo em redes sociais. Quando um acidente de carro mata Ash, Martha se descobre grávida e acaba recorrendo (após alguma hesitação) a um software que simula conversas reais com Ash, baseando-se no seus registros online. Martha se vê sempre dividida entre vergonha por estar recorrendo a essa tecnologia (que no fundo não é Ash de verdade), na saudade do amado e na necessidade de esconder isso de seus conhecidos. Para mim acabou sendo um episódio fraco da série.

White_Bear_park.jpgWhite Bear: Uma mulher de quem nada conhecemos desperta em uma casa estranha, em um bairro residencial, tendo a sua frente uma televisão que mostra um estranho símbolo. Tentando montar os pedaços de sua história e entender quem é, essa mulher se depara com fotos de um homem e uma menininha. Ao sair da casa, a mulher é pega de surpresa por uma população que parece assistir a cada um de seus passos, uma chusma que a persegue e parece querer matá-la. A perseguição termina de uma maneira inesperada e demonstra uma estranha forma de punição dos tempos modernos, uma catarse coletiva e tecnológica.

black_mirror_-_the_waldo_momentThe Waldo Moment: Em mais um episódio “isso é muito Black Mirror”, a fantasia da série acabou antecipando uma tendência que já existe no mundo real. Nesse episódio, o desiludido e algo depressivo Jamie (Daniel Rigby) é um ator que empresta sua voz e trejeitos faciais para Waldo, um urso azul cômico e politicamente incorreto que acaba se envolvendo (à despeito das críticas de Jamie) na politica. Os poderosos da emissora onde Jamie trabalha acabam aceitando inscrever o urso digital como candidato nas eleições e mesmo quando Jamie tenta alertar sobre os danos óbvios que isso pode acarretar, a população ainda mantém seus votos de protesto nesse candidato bobo e irreal. O episódio tem um final desolador, principalmente porque eu conseguia sentir de verdade a melancolia de Jamie com sua função e a desilusão quando tudo começou a desmoronar.

blackmirror2-600x337.pngWhite Christmas: Nesse episódio especial de Natal grande parte dos símbolos e tecnologias de outros episódios é revisitada na forma de easter eggs. Ao mesmo tempo, a história se desenvolve de forma independente e é  um dos melhores da série, na minha opinião, por explorar várias faces do comportamento humano mais cru. Em uma cabana em meio à neve que cai em um dia de Natal, dois homens se encontram na cozinha e começam a conversar sobre os fatos que o trouxeram aquele isolamento. Matt (Jon Hamm) está mais disposto a contar sobre seu antigo emprego, uma espécie de psicólogo para um uso particular de tecnologia, e sobre como perdeu tudo ao realizar trabalhos paralelos ilegais auxiliando rapazes a interagir com moçoilas. Conforme Matt conta seus “causos” vemos o outro homem, Joe (Rafe Spall) se soltar e contar seus próprios apuros pessoais com uma antiga namorada e uma filha perdida que o levaram ao isolamento na cabana. O episódio, como a maioria da série, tem sua reviravolta no final (que é bastante óbvia quando está chegando), mas o ponto onde brilha mesmo é nessa conversa entre os personagens e nos flashes bem posicionados que contam os erros cometidos no passado.

 

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