Cinema: WALL-E (2008)

0041.jpgOlha, ainda há amor e fofurice na lista dos 1001 filmes.

Já tinha assistido uma vez “WALL-E” e achado o filme bem fofo, apesar de desconfiar de quanto sucesso ele realmente fez com as crianças. Acho que é o tipo de filme da Pixar que faz mais sucesso com os adultos, que vão entender melhor a mensagem por trás do que com os pequenos.

Wall-E (vou escrever nas minúsculas porque esse é o nominho dele) é esse simpático robozinho, o único que conseguimos ver atualmente em pleno funcionamento na Terra. A graça do filme é que ele não precisa te explicar tim-tim por tim-tim o que aconteceu nesse futuro para você perceber que uma imensa empresa (Big and Large, ou simplesmente B&L) que controla todos os aspectos da produção de bens e serviços monopolizou o mundo e o CEO se tornou uma espécie de presidente da humanidade. E por ser não tão bem explicadinho, não ter um narrador contando essa história, é que suspeito que essa é uma animação feita para os pais e não para as crianças… Pois bem, a humanidade (e essa empresa) foram responsáveis pela criação e acúmulo de uma quantidade de lixo espetacular que tornou a vida na terra impossível. Os seres humanos pegaram o caminho da roça, se meteram em uma nave e foram para o espaço, deixando os robôs para limpar tudo. Centenas de anos depois é só Wall-E que parece ter restado compactando e empilhando o lixo humano. Wall-E parece ter adquirido senciência em algum ponto de sua longa existência, aprendendo como reparar suas partes (e inclusive guardando-as para momentos de adversidade) e passando a valorizar a companhia de outros seres, como a da baratinha que vive com ele.

De repente pousa perto de sua casinha improvisada uma estranha nave e ali deixa um outro robô, de design muito mais avançado e alto poder de destruição, responsável pela identificação de vida no planeta desértico. Wall-E se apaixona (esses robôs humanizados…) e persegue EVE até o espaço, inclusive despertando consciência de si mesma na robô. (Claramente Wall-E é um robô masculino e Eve é uma robô feminina, apesar disso não fazer nenhum sentido…).

Na nave Axiom, onde o que restou da raça humana passa seus dias em férias contantes, Wall-E vai ser responsável inclusive por despertar a própria percepção. Ou seja, por onde passa a robozinho vai mudando a “programação normal” das coisas e acaba, sem nem perceber e apenas atrás de seu amor, acarretando na volta dos seres humanos para a Terra.

O melhor do filme é que cerca de 30 minutos dele é sem diálogos humanos. No máximo são robozinhos falando o próprio nome. E isso evidencia o roteiro bem pensado, que realmente não precisa da conversa, sendo compreensível só pela imagem e associações. Mesmo quando os seres humanos aparecem não há tanta conversa já que o foco não está neles. É quase como um filme mudo em alguns sentidos e muito bem conduzido. Quando termina o filme você sente falta do robozinho compactador de lixo.

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