Livro: Heart of Darkness (Joseph Conrad)

0108Essa história é classificada pelo livro em que li como um conto do autor, não propriamente um livro em si, mas vamos ignorar essa classificação por motivos de Desafio Literário. Aliás, nessa edição da Wordsworth Classics há ainda outras duas histórias do autor, “Youth” e “The End of the Tether”, dos quais eu não vou tratar aqui, e uma ótima introdução apontando partes principais desses contos.

“Heart of Darkness” é uma história bem curtinha (menos de 100 páginas), narrada por Marlow, que a descreve ao narrador presente em outras histórias sobre navegação. Entediados a bordo do barco que espera a mudança de maré do rio Tames, na Inglaterra, os marinheiros escutam essa história de Marlow sobre uma de suas muitas aventuras em terras distantes. Marlow narra como a topografia de um certo rio do continente africano o fascinou pelo seu desenho serpenteando a terra e fez de tudo para arranjar emprego em alguma companhia que ali trabalhasse para descobrir aquele pedaço de terra e água.

A o chegar ao Congo e se colocar a serviço da companhia, Marlow encontra poucos outros brancos, a maioria deles sem muitas perspectivas quanto ao trabalho ali realizado e desejosos de voltar à Europa. Também é seu primeiro contato com as tribos africanas distintas e seus costumes bem diversos. O narrador dá a entender que os europeus, com toda sua ideia de civilização avançada, mal consegue se estabelecer nas florestas africanas, em que os povos nativos vivem muito melhor adaptados. Para realizar seus intentos na terra os europeus utilizam da mão de obra negra escravizada, sem creditar humanidade a essas pessoas, aterrorizando-as através de suas armas de fogo e incentivando conflitos tribais. O comércio principal que vemos sendo realizado é o de marfim, para o qual é preciso que algumas figuras adentrem até o coração do continente. Marlow escuta falar sobre Kurtz dessa maneira, sendo ele tratado como um louco por outros funcionários da companhia pois apesar de já ter extraído grandes quantidades de marfim, escolheu retornar para a selva para buscar quantidades ainda maiores. Nosso narrador fica fascinado com tudo o que falam sobre esse homem e deseja encontrá-lo o mais cedo possível. O barco a vapor que comandaria, entretanto, se encontra debaixo do rio e um trabalho que leva algum tempo precisa ser realizado, atrasando a previsão dessa visita. Após o tempo de reconstrução do barco ainda há a viagem rio acima em si, para a qual Marlow se sente despreparado por nunca ter encontrado um rio como aquele, e na qual ainda são ameaçados pelos perigos de fora (como tribos agressivas) e de dentro (como os canibais que foram empregados como tripulação). O encontro com Kurtz, para a qual a expectativa de Marlow só crescia, se mostra muito diferente do que o esperado. Kurtz é um homem que foi consumido pela floresta, pela sua própria cobiça e desejo de conquistar aquele território e aquelas pessoas, pelos horrores inimagináveis que encontrou na escuridão abaixo das copas de árvores.

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