Cinema: Let the Right One In/ Deixa Ela Entrar (2008)

0040.jpg(Estou numa fase de muitos filmes assistidos, muitas séries americanas e muitos posts atrasados por escrever. Um caos.)

“Let the Right One In” (Låt den rätte komma in, no original) é um filme sueco baseado em um romance de mesmo nome. A versão original fez um sucesso considerável, tanto que foi adaptado em uma versão americana (que eu nem vi nem quero ver) com Chloe Moretz no papel principal.

No que parece ser uma área residencial não muito rica da cidade, mora Oskar (Kare Hedebrant), um menino solitário de 12 anos que vive com a mãe e é atormentado todos os dias no colégio por um trio que pratica bullying. Oskar deseja se vingar e guarda uma faca para quando realmente tiver coragem de se defender, mas quando sofre os ataques só consegue ficar parado, sem reação, a vítima perfeita para seus inimigos. O menino também coleciona reportagens sobre crimes violentos em um diário, evidenciando uma natureza não de todo inocente e pacífica.

A mudança ocorre quando se mudam para o apartamento ao lado do de Oskar uma menina aparentemente de mesma idade, Eli (Lina Leandersson), e seu guardião, o estranho Hakan (Per Ragnar). As duas crianças se conhecem no pátio coberto de neve e, apesar do comentário de Eli de que ambos não podiam ser amigos ao princípio, acabam estabelecendo um vínculo de apoio mútuo. Com o tempo Oskar acaba descobrindo a verdadeira natureza de Eli, que é um vampiro. Essa associação do menino com alguém com tantos atributos especiais acaba tendo consequências graves e resulta em um final bem distante da fórmula esperada em filmes do gênero.

Algo que você precisa saber, mas que eu não sabia quando comecei a ver o filme, é que ele se passa nos anos 80 e isso justifica a escolha de visual e figurino dos personagens. Só descobri isso no meio do filme então até ali só estava achando que os personagens estavam em uma onda muito estranha e cafona. E suecos sabem fazer filme de terror. Como ele se passa todo nesse ambiente invernal, é possível explorar bem a escuridão das noites frias e dos prédios cinzas.

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