Cinema: Mad Max – Fury Road (2015)

MV5BMTUyMTE0ODcxNF5BMl5BanBnXkFtZTgwODE4NDQzNTE@._V1_SY1000_CR0,0,687,1000_AL_.jpg(Se você acompanha esse bloguito há algum tempo, já deve ter percebido que a pessoa que o escreve é dada a umas fases mucho locas em que lê vorazmente, alternando com fases em que tudo o que quer fazer é ver séries, outra fase em que assiste filmes em sequência…)

Sou atrasada sim, meu povo. Só agora assisti o “novo” Mad Max, de 2015. E não, nunca assisti os outros filmes, aqueles com o Mel Gibson (mas provavelmente vou ter de assistir se eles fizerem parte do Desafio Cinematográfico).

O que é Mad Max? Baseado em uma distopia, em um mundo assolado por guerras nucleares, o restinho da população humana que sobrou adquire uma necessidade elementar de água (Aqua Cola!) e combustível para os carangos que pilotam entre as poucas cidades metidas no meio de um deserto colossal. O personagem principal (pero no mucho) da história é Mad Max (dãã) (Tom Hardy) um homem que só quer sobreviver, mas acaba sendo capturado por uma das populações do deserto. Essa população estranha é chefiada por Imortan Joe (Hugh Keays-Byrne). Immortan criou o que parece um culto em torno de sua pessoa, controlando um sistema de bombeamento d’água dos lençóis freáticos que permite que em suas rochas ainda haja vegetação. Para defendê-lo em suas empreitadas, Joe tem um verdadeiro exército feito de War Boys, além dos próprios filhos que assumem papel de generais. Para se deslocarem por entre as cidades os carros são peças fundamentais de transporte, mas também servem para a guerra. Os War Boys são kamikazes que estão dispostos a dar a vida por Immortan Joe e pela possibilidade de entrar no Valhala cromados e brilhantes. Immortan Joe está bem mal, para falar a verdade, mas existe nessa cidade até um certo serviço médico que o permite sobreviver aos trancos e barrancos, assim como aos seus meninos da guerra.

Mad Max, após ser capturado, serve como banco de sangue para um desses rapazes, o fragilizado Nux (Nicholas Hoult). A personagem de destaque maior na verdade é Imperator Furiosa (Charlize Theron), braço direito de Immortan Joe que comanda seu caminhão de combustível. Quando Furiosa leva todas as mulheres de Joe (um esquadrão tirado do catálogo da Victoria’s Secret) para a sua fuga através do deserto em busca de uma idílica terra de que apenas ouviram falar, o chefão vai usar todas as suas forças para correr atrás de Furiosa e pegar o que era seu de volta. Enquanto isso, Mad Max acabará se vendo na posição de ajuda necessária à Furiosa quando não esperava e nem queria sê-lo.

O filme é divertidinho, principalmente na dinâmica entre os meninos de Immprtan Joe e essa crença muito louca. Para mim os melhores momentos eram sempre em torno desses garotos carecas, shiny and chrome. Apesar de gostar do núcleo das mulheres fortes que se estende até o final da trama, não senti muita conexão pela Imperator Furiosa. Uma coisa que me irritou de verdade no filme foram os cortes previsíveis: em algum ponto alguém achou que seria uma ótima solução escurecer a tela e assim dar início a uma nova cena. E ele fez isso em toda fucking oportunidade que tinha. Deu nos nervos depois de um ponto. Dentre os pontos positivos: um protagonista que não me irritou salvando o dia, uma trilha incidental com justificativa dentro do contexto louco do filme e com boas cenas de ação em que eu conseguia entender o que estava se passando (o que é um feito porque eu raramente entendo).

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