Livro: O Sol É Para Todos (Harper Lee)

0103.jpgA ideia de cumprir os 150 livros do Desafio Literário ainda esse ano está em pé, como mostra esse post.

“O Sol é Para Todos” (To Kill a Mockingbird, no original) foi publicado nos anos 60, se passa durante os anos 30 (conforme as pistas sobre o que se passa na Alemanha revelam) e é o único livro da autora, Harper Lee. O enredo se passa na cidadezinha de Maycomb, no Alabama. A narradora é Scout Finch, uma menina de 7/8 anos que nos revela suas impressões infantis sobre os acontecimentos que mexem com toda a cidade.

Scout mora com o irmão mais velho, chamado Jem, o pai Atticus e a empregada Cal. Atticus é um advogado e, apesar da família não ser rica, eles vivem com conforto. A mãe das crianças morreu quando Scout ainda era muito pequena e com as constantes brincadeiras com o irmão, a menina é mais uma moleca do que propriamente uma pequena dama. Atticus é um pai atencioso e afetuoso em suas atitudes e Cal é a empregada negra que verdadeiramente acaba criando as crianças em lugar da mãe.

A partir do relato de Scout vamos conhecendo aos poucos um pouquinho sobre os vizinhos mais próximos a residência dos Finch, assim como a fama das outras famílias da região, especialmente importante depois da entrada de Scout na escola. Na casa vizinha a dos Finch, moram os Radley, uma família cheia de segredos, cujos membros quase nunca são vistos. Boo Radley tem uma má fama e passa seus dias trancado em casa, logo virando objeto da maior curiosidade para Jem, Scout e Dill, um menino que costuma passar as férias na vizinhança e se torna amigo dos dois irmãos. Ao mesmo tempo em que se desenvolve esse mistério sobre o vizinho, vemos desenrolar-se um assunto mais sério que trata dos adultos de Maycomb.

Tom Robinson é um negro que fora acusado de estuprar Mayella Ewell, branca e de dezenove anos. Atticus é apontado como advogado de defesa de Tom e o faz com vontade, o que resulta em muitas críticas por parte de grande parte dos vizinhos, que acham descabido um branco defender um negro, especialmente contra uma pessoa branca. Os Ewell são uma família desregrada de muitas crianças, sem mãe e com um pai constantemente bêbado, o que hoje em dia seria considerado “white trash”. Apesar de viverem pelo seguro social e Bob Ewell nunca conseguir um emprego para sustentar os muitos filhos, eles ainda são considerados superiores aos negros apenas pelo seu sobrenome e cor de pele. Atticus passa a sofrer ameaças e corta um dobrado para que o julgamento ocorra como deve, agindo sempre de forma muito moralmente correta. O mal olhar que recai sobre Atticus acaba se estendendo para as crianças e Scout se envolve em muitas brigas na escola em defesa do pai. O julgamento, quando de fato ocorre, parece perdido desde o começo, mas não revelarei o resultado dele aqui. Posso dizer, entretanto, que independente do resultado a ligação dos Finch com os negros será mal vista e trará consequências inesperadas.

Olha, sei que esse é um livro queridinho, preferido de muita gente. Apesar de considerá-lo bom, não tem a forma narrativa que consideraria como uma das melhores que já li e, portanto, passa longe da minha lista de preferidos. O livro aborda aspectos múltiplos como o preconceito aos negros após a Guerra de Secessão, feminismo (Scout rejeita o papel de mulherzinha e daminha que sempre tentam atribuir a ela por ser mulher), estupro, vício em álcool e tantos mais.

P.S.: “To kill a mockingbird” ou “Matar uma cotovia” é uma expressão usada por Atticus no livro para descrever matar um ser totalmente inocente, já que uma cotovia nada faz de mal na vida, apenas canta. Mais tarde, quando todos os eventos se desenrolam de maneira bastante inesperada, Scout se lembra dessa expressão.

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