Cinema: Deadpool (2016)

MV5BMjQyODg5Njc4N15BMl5BanBnXkFtZTgwMzExMjE3NzE@._V1_SY1000_SX686_AL_.jpgSabe uma coisa que você não está acostumadx a ver por aqui? Filmes de superheróis. Porque eu basicamente odeio a fórmula chata e repetitiva que acharam para falar e acabei odiando o gênero como um todo.

Mas que bom que Deadpool não é um herói.

Como o próprio personagem diz durante o filme ele é super, mas nem sempre um herói. E era assim mesmo em sua vida “civil”, antes da transformação. Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um ex-soldado que pagava suas contas caçando peixes pequenos, serviços bobos perto do que poderia fazer. No bar do amigo Weasel (T. J. Miller), lugar que reúne as piores pessoas na vizinhança, é onde Wade encontra Vanessa (Morena Baccarin) pela primeira vez. Os dois se apaixonam, principalmente porque tem o mesmo tipo de humor maluco, mas a história de amor é interrompida quando Wade descobre que tem câncer. Pior: o cara já está em estado avançado de metástase. Sem esperanças, Wade acba aceitando quando um estranho lhe oferece o que parece ser a última esperança, através de um projeto científico que desperta os genes mutantes que estejam adormecidos (estamos no mesmo universo de X-Men). Francis/Ajax  (Ed Skrein, que eu não conhecia antes desse filme, mas tenho interesse) é o líder do projeto que desperta essa mudança, que é feita através das piores torturas. Com sua língua afiada, Wade acaba provocando a raiva de Francis e isso causa a rivalidade estabelecida por todo o resto do filmes. Wade acaba despertando sua mutação eventualmente, mas o fator de cura vem com o ônus terrível de uma mudança na aparência. Sem coragem para voltar para Vanessa, Wade assume uma identidade paralela para caçar Francis. Quem está muito interessado nesse personagem é o pessoal dos X-Men, representado por Colossus (voz de Stefan Kapicic) e Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand).

Mas os verdadeiros heróis desse filme, como anunciado nos letreiros no começo do filme, são os roteiristas e produtores. Deadpool é conhecido por romper a quarta parede o tempo todo e suas tiradas com a cultura de filmes de heróis, com os esteriótipos dos personagens e com o próprio Ryan Reynolds são os melhores momentos de um personagem que brilha sem precisar de mais nada. O filme é também incomumente violento e não tem qualquer medo de ser politicamente incorreto a todo momento. Uma obra-prima.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s