Cinema: Star Wars – Episode VII: The Force Awakens/ O Despertar da Força (2015)

mv5botazodezndazml5bml5banbnxkftztgwmdu1mtgznze-_v1_sy1000_cr006771000_al_Sabe a sensação de estar chegando ao final e ao mesmo tempo sentir um alívio e tristeza? Sou eu nesse momento. Agora só falta “Rogue One” para terminar essa minha maratona, mas a vontade é voltar ao começo e ver, pelo menos, a trilogia clássica de novo.

“The Force Awakens” é o primeiro filme da nova trilogia, trazendo personagens novo ao mundo de Star Wars. Agora que a franquia é da Disney e o diretor é J. J. Abrams, muita coisa mudou na sensação de Star Wars, mas vou abordar isso mais adiante.

O clássico letreiro nos informa que 30 anos se passaram desde os eventos do Episódio VI e muita coisa mudou. Luke (Mark Hamill) sumiu após ter dedicado algum tempo ao treinamento de novos Jedi (aparentemente as coisas deram muito errado…). No vácuo de poder deixado pelo Império, se instalou um outro governo ditatorial chamado de First Order. A República anda em pernas um tanto bambas e uma das figuronas de destaque continua sendo Leia (Carrie Fisher), agora General das forças de resistência. A esperança da resistência está concentrada em achar Luke para ajudá-los.

Para isso, o melhor piloto da resistência, Poe Dameron (Oscar Isaac) vai ao planeta de Jakku, se encontrar com um ancião que tem uma pista. A pista é colocada dentro de uma unidade droid, um BB-8 (que é parecido com R2-D2, mas com um design mais inteligente…). Poe acaba capturado pelas forças da First Order, lideradas por um Sith descontrolado (esse moço tem muitos ataques de raiva, Xesuis!) chamado Kylo Ren. Enquanto isso o BB-8 é encontrado por uma habitante de Jakku, a solitária Rey (Daisy Ridley) que passa seus dias coletando lixo espacial para trocar por comida e contando os dias esperando que sua família venha buscá-la. Em um núcleo paralelo, vemos um stormtrooper estranho, que parece não ter se adaptado bem ao conflito e tem vontade de fugir. Esse stormtrooper acaba ajudando Poe a fugir, alcançando assim a própria liberdade e um nome: Finn (John Boyega). Os dois acabam rumando para Jakku novamente para buscar a unidade BB-8, mas se desencontram e é Finn quem acaba se encontrando com Rey. Com as tropas da First Order em seu encalço, os dois humanos e o droid acabam fugindo em uma velha nave abandonada que atende por Millenium Falcon.

A nave acaba sendo “deglutida” por uma outra nave, e é quando descobrimos que Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew) voltaram ao antigo serviço de contrabando interestelar e ainda se envolvem em muitos problemas por causa disso. Essas confusões unem todo esse elenco na Millenium Falcon, fugindo. É quando Rey demonstra ser uma excelente piloto e ganha o respeito de Han Solo. No núcleo First Order, Kylo Ren toda hora precisa prestar contar ao líder Snoke (que tem uma projeção gigantesca em um CGI meio feio. Não gostei desse vilão, traz outro!) devido ao seu laço afetivo com a resistência. Logo é revelado que Kylo Ren é na verdade filho de Han Solo e Leia, e ele vive nessa dicotomia de amar os pais mas adorar ao avô Darth Vader e querer ser tão forte quanto ele. A First Order tem uma arma maior e mais potente que a Estrela da Morte (aqui é só o J.J. Abrams reciclando o roteiro do episódio IV e metendo um “o meu é maior que o seu”. Quedê criatividade?), comandada principalmente pelo General Hux (Domhnall Gleeson), que logo mostra seu poder.

O núcleo Millenium Falcon acaba em um planeta isoladinho após ver a parte do mapa que BB-8 traz consigo e perceberem que falta informação. Nesse planeta Rey acaba encontrando o sabre de luz de Luke (e Anakin antes dele) e tem estranhas visões, fugindo para a floresta (uma atitude pouco condizente com a personagem…). As tropas da First Order chegam e Kylo Ren consegue capturar Rey. Logo depois chegam as tropas da resistência e temos o encontro emocionante de Han Solo e Leia. Todo mundo vai para outro planeta onde a resistência se organiza e planejam como acabar com a Death Star 2 – A Volta Dos Que Não Foram. Para sorte deles, os engenheiros permanecem os mesmos  e sempre há um ponto fraco bem acessível. Kylo Ren tenta desvendar os segredos da mente de Rey e descobrir a parte do mapa que ela viu, mas a força é forte na rapariga e ela resiste bem ao charme do lado sombrio (que é sempre mais estiloso. Me juntaria a eles só pelo guarda-roupa). Rey consegue fugir e acaba se encontrando com Finn e presenciando o confronto (que nem é confronto) entre Han Solo e Kylo Ren/Ben. Kylo fica dividido, mas acaba matando Han Solo e depois tendo uma luta de sabres de luz muito nas coxas com os protagonistas do filme. (Abre parenteses aqui para me surpreender em como pessoas que nunca seguraram um sabre de luz antes conseguem manejar aquele negócio sem se fazer em picadinhos. Só a força não explica isso).

A arma é destruída, então todo mundo acaba tendo que evacuar aos supetões. R2-D2 acorda de seu sono de muitos anos esses robôs temperamentais) e junta seu parte do mapa ao de BB-8. Assim, Rey é mandada com o droid e Chewie para o planeta onde o velho Luke se isolou.

Problemas múltiplos nesse filme:
– Enquanto o humor era bem mais sutil nos filmes de George Lucas, um humor britânico, os roteiristas desse novo filme exageraram na verve americanizada, meio pastelão. A fala dos personagens é corrida, acelerada como um clipe de música pop, para produzir esse efeito. Principalmente Finn exagera da gracinha.
– O vilão Snoke é terrível. Não dá para levar a sério aquele bonecão meio Gollum ordenando ninguém. Kylo Ren é exatamente o que se propõe: uma cópia mal feita e cheia de conflitos de Darth Vader, mas ele gera mais pena do que aflição como vilão. Aliás, meus sensores de fanfic apitaram quando ele apareceu interagindo com Rey. Certeza que se for procurar já vai haver livros de fãs tratando os dois como casal. CERTEZA!
– As interações dos personagens… *suspiro*. Alguém avisa para J.J. que não dá para fazer dois personagens se conhecerem no Take 2 e no 3 eles já serem melhores-amigos-meu-deus-te-amo-vamo-se-abraçar! Isso não acontece na vida e nas telas fica bem pior.
– Adoro a ideia de uma Jedi, mulher e forte. Mas Rey precisa ser mais corajosa do que isso. Fugir do problema era algo que eles já tinham estabelecido para a personalidade de Finn, Rey não era assim. De repente, só para fazer ela ser capturada meteram essa no roteiro. Ficou feio.

 

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