Cinema: Star Wars – Episode I: The Phantom Menace (1999)

MV5BM2FmZGIwMzAtZTBkMS00M2JiLTk2MDctM2FlNTQ2OWYwZDZkXkEyXkFqcGdeQXVyNDYyMDk5MTU@._V1_SY1000_CR0,0,666,1000_AL_.jpgAquilo que vocês já sabem, né? Madrugada para mim está significando “Star Wars”. Comecei então a assistir a antiga-nova-trilogia, aquela que é considerada pelos fãs uma abominação sem sentido.

O episódio I traz um contexto político de longe mais complicado do que a dos episódios IV< V e VI. Sem uma introdução descomplicada, somos jogados a um universo (ou a uma galáxia muito distante…) bem diferente, com um complexo Senado que reúne os povos dos mais diversos planetas conhecidos, uma rainha criança com muita influência nesse Senado e um conselho Jedi que trabalha a serviço desse Senado. A democracia ainda é a lei nesse sistema, mas isso parece prestes a mudar.

Dois Jedi, Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) (muito coreano esse nome) e seu aprendiz, ou padawan, Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) furam o bloqueio do planeta de Naboo pela Trade Federation. A intenção inicial era que esses dois Jedi servissem de embaixadores e negociassem o fim do bloqueio, mas os representantes da Federação do Comércio estão agindo em favor de uma figura bem mais poderosa, alguém que se uniu ao lado negro da força e tem muito poder político, para seus intentos escuros. Qui-Gon e Obi-Wan não veem outra alternativa, então, a não ser partir com a jovem rainha Amidala (Natalie Portman) e o desengonçado Jar Jar Binks (Ahmed Best), um nativo do planeta Naboo, em direção ao Senado para resolver as coisas.

No meio do caminho, entretanto, a nave em que estão passa por dificuldades e eles acabam pousando em Tatooine (saudades, Tatooine) onde são ajudados por um menininho que sabe muito sobre eletrônica e pilotagem de naves. Esse menino, Anakin Skywalker (Jake Lloyd, que tem uma atuação meio irritante), apresenta a força de uma maneira nunca antes vista por Qui-Gon. Aqui entra a forçada de barra do filme: ele chega a fazer um exame de sangue para provar que o moleque tem mais midi-chlorians que qualquer outra pessoa. E eu juro que quando escutei pela primeira vez pensei: NOSSA, POR QUE ELES ESTÃO FALANDO DE MITOCÔNDRIAS? O que faz todo o sentido, porque midi-cholrians também são intracelulares e geram energia… (Mas olha só, a ciência do passado virou religião nos futuro dos filmes antigos. Que loucura, gente. Gostava mais quando era só religião mesmo, o que explicaria o comportamento de abnegação dos Jedi. Com ciência esse negócio de não casar, não amar, não transar não se explica…)

Qui-Gon acaba levando o moleque com eles, deixando a mãe escreva de Anakin para trás. No caminho em Tatooine até a nave pela primeira vez aparece Darth Maul (Ray Park) que duela com Qui-Won rapidinho, só para depois gerar aquela dúvida na rapaziada de quem é o palhaço flamenguista. Na capital da república, Anakin é interrogado pelo conselho para ver se tem o necessário para ser um Jedi e eles negam a ele o treinamento porque ele tem muito medo dentro dele, medo que pode rapidamente se transformar em raiva e gerar mais poder para o lado sombrio. Qui-Gon, entretanto, banca até o fim sua palavra ao menino. Apesar de não poder ser seu mestre, garante que Obi-Wan exercerá esse papel. Já no núcleo político, o Senador Palpatine (Ian McDiarmid) convence Amidala a bancar sua candidatura a Senador Supremo e a menina não vê outra opção melhor para ajudar o povo de Naboo.

De volta à Naboo, a tchurma toda vai se encontrar com o pessoal que mora as profundezas para implorar ajuda em um ataque coordenado que os livrem do bloqueio. A aliança é celebrada e um grande conflito se forma, com os Gungams atuando em terra, Amidala tomando o palácio, Qui-Gon e Obi-Wan lutando contra Darth Maul e um Anakin que nem deveria estar ali, pilotando uma nave e combatendo nos céus. Qui-Gon acaba morrendo (e não vira ar igual os outros Jedi. Tô decepcionada!) e Darth Maul também, ferido por Obi-Wan. De resto, o pessoal celebra essa pequena vitória decidida por um moleque que nunca tinha atirado uma arma antes (olha o perigo, gente…).

Esse filme pipoca com CG por todos os lados, até onde não precisaria (saudades, bonecos de borracha) e até os atores reclamaram que cenas inteiras eram modificadas e “coladas” para pegar o melhor take de cada um. A história não me irritou tanto (tirando esse negócio das midi-mitocôndrias), mas algumas atuações me deram irritação, porque pareciam descaracterizadas do contexto Star Wars. Gosto muito da Natalie Portman e a personagem dela tinha figurinos maravilhosos, puro luxo e riqueza (junto com o Lando iam fazer uma dupla e tanto), mas achei a personagem meio fraca em propósito. De resto, fiquei feliz que Lucas manteve as passagens bregas entre uma cena e outra.

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