K-Drama: W – Two Worlds (2016)

w_korean_drama-p1Vamos falar de um drama que tinha tudo para dar certo e afundou mais tragicamente que Titanic com Celine Dion cantando ao fundo? Então vamos.

Kang Chul (Lee Jong-Suk) é um medalhista olímpico na categoria de tiro, um ídolo para todos na Coreia do Sul, até o dia em que toda sua família é assassinada e a arma usada pertence ao jovem. Chul precisa então provar que não foi ele que matou seus pais e irmãos, ao mesmo tempo em que procura quem é o real assassino que acabou com sua vida. Na busca pelo culpado, Kang Chul chega a fundar um programa que pesquisa criminosos (tipo um “Linha Direta”) e conta com o apoio da bela Yoon So-Hee (Jeong Eu-Gene) e do lutador de artes marciais e amigo Seo Do-Yoon (Lee Tae-Hwan).

Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas isso na verdade é um webtoon, uma história em quadrinhos publicada online.

Do lado de cá, a médica Oh Yeon-Joo (Han Hyo-Joo) acompanha a febre que se torna “W”, webtoon criado pelo seu pai, o desenhista Oh Sung-Moo (Kim Eui-Sung), que se isolou da família para dar conta da criação do quadrinho e agora se dedica aos últimos capítulos da obra. Oh Sung-Moo passou por maus bocados durante a criação, bebendo muito e cortejando o suicídio como fuga quando a obra prima de sua vida parecia estar ganhando vida própria. Pensando que está enlouquecendo, tudo o que o autor quer agora é dar um fim na obra, matando o personagem principal. Entretanto, Kang Chul se agarra à vida e, inesperadamente, é Yeon-Joo quem acaba transitando pelos dois mundos e interagindo com o personagem do pai, mudando o curso da história nos dois mundos – o real e o imaginário.

Me diz que esse plot não é maravilhoso? Me fala que não daria a maior vontade de ver algo que parece um clipe do A-ha? Pois é, eu também caí nessa. E não foi das coisas mais tristes …no começo.

O que aconteceu com esse drama é que ele começou muito forte, com cada episódio trazendo um plot twist mais interessante que o anterior e a história fazendo bastante sentido. Mas isso acabou lá pelo episódio 10. A partir dali já dava para ver que a trama ia perdendo força e a criadora da história não sabia o que fazer com os personagens, não sabia como solucionar as mil e uma questões que apresentou. E isso vai ficando cada vez mais forte, até um fim que não decepciona. E o pior é que talvez a própria autora tenha percebido isso. Há um personagem na trama que é muito fã dos quadrinhos e funciona meio como a voz tanto dos leitores que não sabem o que aquela nova personagem está fazendo na trama quanto dos expectadores que não sabem para onde está indo uma história que foi tão adorada em seu início e degringolou no final.

Eu diria que vale a pena ver pelos primeiros episódios, que são muito maravilhosos em inovação e animação. Nenhum minuto é à toa nesses primeiros episódios. Entretanto, depois disso a trama se arrasta e eu também me arrastei para terminar o drama. E não, eu não fui a única que pensou nisso. A autora da novela foi bem criticada por não saber como terminaria a história quando a começou, fazendo com que tudo ficasse sem propósito. Para mim teria sido interessante ela ter usado o próprio recurso de isso ser um drama. Ela poderia muito bem quebrar a quarta parede e fazer com que os personagens do drama, como aqueles dos quadrinhos, percebessem que aquilo era isso mesmo, só um drama. Seria um final épico para a história e ofereceria mais soluções do que o final real ofereceu.

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  1. Pingback: Retrospectiva 2016 | Meu Logbook

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