Cinema: Train to Busan (2016)

Train_To_Busan-p1.jpgPorque era sábado pela noite e eu queria muito ver um filme de terror asiático. E “Train to Busan” tá tão bombado que ganhou até um título em português (coisa difícil de acontecer)!

Seok-Woo (Gong Yoo, esse lyndo que é um dos meus atores preferidos) é um pai um tanto ausente, que se dedica mais aos problemas que ocorrem no trabalho como gestor de fundos em uma grande empresa do que se dedica a conhecer e  interagir com a filha, Soo-An (Kim Soo-Ahn). Soo-An está visivelmente triste com o divórcio dos pais e a ausência constante do pai, substituído pela avó idosa na criação em Seul. A menina vive se comunicando com a mãe, que mora em Busan, por celular e pede para que o pai a leve até ela no dia seguinte, seu aniversário. Seok-Woo nota que está vacilando e pela madrugada a dupla parte de KTX de Seul para Busan. Algumas coisas parecem estranhas no meio do caminho, mas nada tão distinto do habitual para uma grande cidade. A entrada de uma passageira com estranhos sintomas de doença, entretanto, vai mudar as coisas dentro do trenzinho.

Essa é uma história de zumbis em um espaço confinado, então a partir da primeira infecção já dá para saber o que vai acontecer. Um grupo de sobreviventes acaba se formando com a presença de uma grávida e o marido fortão, duas velhinhas simpáticas, um homem em trajes em frangalhos, um jogador de beisebol e sua “namoradinha” e até um vilão inesperado. Esse vilão apresenta um lado interessante por ser muito semelhante ao protagonista no começo do filme. Enquanto Soo-An tenta ajudar as pessoas que encontra, Seok-Woo a adverte a pensar só em si e a menina se chateia pois acredita que o pai é um egoísta e foi isso que causou o divórcio. Seok-Woo, a partir de então, começa a ter atitudes mais empáticas e pensar em uma comunidade de ajuda mútua. Esse vilão que aparece (e de quem não vou dizer o nome nem o ator para tentar não dar spoilers) age por todo o filme conforme o pensamento inicial de Seok-Woo, pensando apenas em sair daquela situação vivo, doa a quem doer.

É um filme também sobre os sacrifícios que os pais são capazes de realizar pelos filmes, mesmo (e especialmente) enquanto estão sendo mal-compreendidos. Seok-Woo precisa provar seu amor pela filha, seu amor superior à própria sobrevivência. No mais, não difere muito de um filme de zumbis normal, a não ser que pelo fato dos coreanos não terem fácil acesso a armas de fogo, estas nunca são usadas contra os mortos-vivos. É tudo no muque mesmo. Em certas partes o filme me lembrou (e muito) “Transperceneige” (Snowpiercer em english), tendo semelhantes até o enquadramento de certas tomadas.

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