Livro: Interview with the Vampire (Anne Rice)

0094.jpgTemos aí um livro que sempre tive muita curiosidade para ler, tendo assistido o filme ainda quando criança. A imagem da pequena Claudia, a vampira-mirim com aparência de criança e cabeça de mulher, sempre ficou na minha cabeça.

Em “Entrevista com o Vampiro”, Louis conta a um jovem ansioso sobre sua vida prévia como ser humano, transformação e todas as coisas que ocorreram após a sua percepção de ser um monstro devorador da humanidade.

Louis foi para New Orleans ainda criança, fazendo parte da população francesa que colonizou aquela parte dos Estados Unidos no século XVIII. Rico, jovem e bonito, o único problema da vida de Louis parece ser a relação com o irmão mais novo, muito religioso. É em decorrência da morte desse irmão que Louis acaba mudando seus hábitos, passando suas noites anestesiado pela bebida, caminhando pelas ruas da cidade. É nesse momento de fragilidade que Lestat se aproxima de Louis, fazendo o convite da imortalidade como promessa. Louis aceita, no que se transformará por longos anos em uma espécie de castigo para o personagem, quando de fato perceber as implicações de sua nova vida.

Logo se tona claro para o protagonista que Lestat o transformou visando usufruir de seus bens econômicos, nunca tendo tido muito talento em acumular dinheiro por si mesmo. Também fica claro que suas naturezas divergem no que se relaciona à morte de suas vítimas e a conduta apropriada com seres humanos. Lestat aprecia travar uma relação longa, “brincar” com a comida, retirando diversão e prazer desses encontros. Já Louis evita por bastante tempo matar seres humanos, preferindo se alimentar do sangue de animais, se apegando a sua humanidade. É natural que Louis comece a pensar em se desvencilhar de Lestat, procurando outros de sua raça sobrenatural para aprender mais sobre sua existência e as capacidades que Lestat se recusa a ensinar ou esclarecer para o ‘filho’.

É depois de muitas brigas que Louis sai em desalinho e acaba encontrando uma criança pequena desesperada ante a morte da mãe por doença. Louis suga o sangue da menina e Lestat se aproveita da situação para transformar a menina em uma ‘filha’ de ambos, prendendo assim Louis a ele novamente. Por longos anos a relação dos três se desenvolverá. Claudia, como a menina é chamada, não se importa a princípio com as adulações a sua aparência, com sua nova vida morta e o que isso exige dela. Louis narra que é como se Claudia fizesse parte de uma diferente espécie do que da dele, sendo mais parecida com Lestat, em suas brincadeirinhas com as vítimas. Mas Claudia cresce em percepção sobre seu estado e, como Louis, começa progressivamente a desafiar o vampiro e perguntar incessantemente sobre como é a transformação em vampiro. Ao longo do tempo cresce o ódio de Claudia por Lestat, até o ponto em que a menina planeja o assassinato de seu chefe.

Com o fato realizado, Louis e Claudia partem para Paris, onde conhecem não um, mas vários iguais a eles em um lugar chamado Théâtre des Vampires. O vampiro mais ancião se chama Armand e instantaneamente é atraído pela inocência de Louis, querendo-o para si próprio, o que faz com que Claudia tenha uma percepção muito diversa do que está ocorrendo. Além de Armand conhecemos outros personagens como Celeste e Santiago, que anunciam que o único crime dentre sua espécie é matar outro vampiro. Olha o problemão aí… Com a situação entre Armand e Louis se tornando cada vez mais próxima, Claudia pede a Louis que transforme Madeleine, uma mulher que perdera a filha, em vampiro para ter uma companhia. Só que a coisa degringola com o Théâtre e o final é bem diferente de um final feliz, com nosso Louis solitário contando a sua história a um ser humano.

O livro sofre com alguns momentos bem chatos ali no meio e tem uma certa hora que os questionamentos de Louis se tornam vazios pois fica um pouco incompreensível como alguém com tanto que poderia fazer (estudar, ler, aproveitar e experimentar com a imortalidade…) se prende tanto a um detalhe religioso de “somos filhos do demônio ou não”. Pára de ser chato, Louis. Isso não é importante. Se você for, o mal já está feito. Se não for, o problema já foi resolvido.

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