Cinema: Wolf Girl and Black Prince (2016)

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Daí que após uma prova para cuja preparação eu quase desisti da faculdade, me dei de presente assistir alguma coisa bem bobinha, bem fofinha, que não precisasse usar nem dois neurônios para entender. E foi assim que esbarrei com “Wolf Girl and Black Prince”, recomendado porque foi baseado em um mangá/anime de muito sucesso (mas de que eu nunca tinha ouvido falar, tão desligada estou desse mundo dos mangás. Shaaaame!)

A “wolf girl” do título é Erika Shinohara (Fumi Nikaido), que após mudar de escola começa a andar com um grupo de meninas em que todas namoram. Para não ficar de fora das conversas, Erika mente e diz que também tem um namorado. O problema é que as miguxas começam a desconfiar com o tempo que é uma mentira, já que Erika não mostra fotos do mozão e elas nunca o viram. Para resolver o problema, Erika tira uma foto na rua de um rapaz que ela acha bem apessoado, sem desconfiar que o cara é Kyouya Sata (Kento Yamazaki, DE NOVO!), o bonitão do colégio. As amigas, óbvio, logo vão chatear o cara e Erika acaba tendo que pedir para ele fingir ser seu namorado, sem saber que Sata não é um carinha tão good vibes quanto parecia, já que ele começa a exigir que ela realize uma série de tarefas para ele, tratando-a como a um cachorrinho.

E esse finalzinho da sinopse é o que me irritou. O filme tem aquela carinha de mangá, mas algumas cenas são puxadas para uma coisa meio indie, meio cinema experimental. O diretor estava querendo inovar no mundo das histórias água-com-açúcar. Me irritou profundamente a personagem principal ser aquele poço de simpatia com um cara que não a tratou bem em nenhum momento e do qual “se separou” de maneira duplamente dolorida (já que ele deixa claro que não sente nada por ela e ainda zoa as preocupações dela na cara da bichinha. Cruel.). Tudo bem ela continuar gostando dele (apesar disso mostrar o quanto a auto-estima da garota é baixa), mas quando ele vai procurar para ela, confessar seu amor e tals, ainda assim Sata o faz da pior maneira possível, sinalizando que a garota continuará a ter um papel de subordinação total a ele, que o tratamento dispensado não vai mudar. Sai dessa, miga. O fofo do Yuu Kusakabe (Ryo Yoshizawa) é muito mais compatível com a personagem e os dois têm uma relação bem mais saudável.

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