K-Drama: Uncontrollably Fond (2016)

Uncontrollably_Fond-p1.jpgTerminou o drama mais trágico do ano. “Uncontrollably Fond” (algo traduzível mais ou menos como “incontrolavelmente apaixonado/afeiçoado”) deveria ter sido rebatizada ali pelo terceiro episódio para “Uncontrollably Sad”. Vou te contar, viu? O escritor parecia estar brincando com quantos eventos terríveis ele podia incluir em um mesmo drama.

O protagonista é Shin Joon-Young (Kim Woo-Bin), um ídolo cultuado, no auge do sucesso, que descobre que está com um tumor inoperável e só vai ter mais três meses de vida. Refletindo sobre as coisas de seu passado, Joon-Young resolve buscar novamente o amor da adolescência, a pobre No Eul (Bae Suzy), que luta pelo pão de cada dia produzindo documentários.

uncontrollably-fond-is-a-south-korean-television-series-starring-kim-woo-bin-and-bae-suzy.jpgEul costumava valorizar sua moral e ideais, mas Joon-Young a encontra mudada. Agora, Eul não perde tempo em aceitar propinas em troca da não revelação dos escândalos que grava para pagar as dívidas que acumulou, cuidando sozinha do irmão mais novo No Jik (Lee Seo-Won) desde a perda do pai em um acidente de carro do qual Eul foi testemunha. Apesar das diversas provas indicando o assassino do pai de Eul, a justiça, por seus meios torpes, acabou sendo dobrada para não prejudicar a filha de um político importante. O responsável pelas manobras que livraram essa moça foram realizados por Choi Hyun-Joon (Yu Oh-Seong), pai de Joon-Young, que desconhece esse parentesco.

A mãe de nosso protagonista ocultou a existência desse laço, desejando que o filho se formasse em direito e virasse um promotor como o pai para exibi-lo com toda a pompa. Entretanto, o filho teve outros planos no meio da faculdade e Shin Young-Ok (Jin Kyung) não mais falou com o filho após sua decisão de se dedicar à atuação e à música. Nesse bololô todo ainda tem a família de Choi Hyun-Joon, com seu filho Choi Ji-Tae (Lim Ju-Hwan) apaixonado por No Eul, a esposa psicopata e uma filha adolescente cabeça de vento.

Se prepare para os três primeiros episódios mais trágicos de sua vida ao começo da história, quando se diz de que passado os personagens principais estão vindo. E se prepare também para ver que a coisa não vai melhorar depois desse começo, com o desenrolar incessante da doença de Joon-Young, No Eul sendo jogada de lado para lado sem muita escolha na questão e a mãe apática de Joon-Young, que nunca sabe nada do que está acontecendo e cujas cenas se limitam basicamente a se preocupar e cozinhar compulsivamente.

A atuação de Suzy é pouco abaixo do ok. Dava uma exasperação com a falta de expressões adequadas e o exagero nas cenas que pediam um cadinho a mais de espontaneidade. Pelo menos Kim Woo-Bin é um bom ator e segurou as cenas em que sofria com as dores da doença. Se terminei o drama, acho que foi por causa dele. Aliás, esse drama não atingiu a audiência esperada, em parte porque o horário em que era exibido estava bem concorrido e em parte (acho) porque o pessoal já devia conhecer as obras do autor da história. Eu é que caí de paraquedas, mas ao que parece ele é conhecido pelas tragédias.

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