Cinema: Willy Wonka & the Chocolate Factory (1971)

14281-MLB148326529_9482-O.jpgComo eu amo esse filme! Desde as tardes em que passava na genérica sessão da tarde do SBT quando eu era criança até esses sábados pela madrugada com 26 anos, em que ainda fico maravilhada com esse filme, redescobrindo piadas antigas.

Polêmica: Para mim Tim Burton perdeu a mão e já faz algum tempo. Os primeiros filmes dele eram legais e a estranheza apresentada estava no nível ideal. A partir de um tempo ele começou a exagerar na caricatura e os roteiros foram ficando cada vez mais fracos conforme os personagens ficavam mais ridículos. Então, aquela versão atual com Johnny Depp, apesar de ser um favorito entre os fãs do ator (eles ainda existem?) e do autor do livro, Roald Dahl, me causa um horror profundo. Quando falam em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” o que vem na minha cabeça é Gene Wilder e oompa loompas laranjas de cabelo verde.

Quem viu uma das histórias, entretanto, conhece a outra. O pequeno Charlie Bucket (Peter Ostrum) vive em uma pequena casa com a mãe e os quatro avós que ficam deitados todo o dia em uma cama, seu pai tendo morrido. O vovô preferido de Charlie é Joe (Jack Albertson), que é também seu maior incentivador quando Willy Wonka (Gene Wilder) anuncia ter espalhado 5 bilhetes dourados em seus chocolates, permitindo a quem encontrá-los conhecer sua fábrica por dentro por um dia. Os vencedores vão aparecendo em pouco tempo, seguindo-se à febre de compra de chocolates em todo o mundo: Augustus Gloop (Michael Bollner), um comilão; Veruca Salt (Julie Dawn Cole), uma menina mimada que tem tudo o que quer; Violet Beauregarde (Denise Nickerson), sempre com seu chiclete na boca e Mike Teevee (Paris Themmen), um menininho que nunca saiu da frente da TV. Quando toda a esperança parece ter desaparecido, Charlie encontra com seu pouco dinheiro uma barra e seu próprio bilhete dourado.

MV5BMTY4Nzk0NjgyNV5BMl5BanBnXkFtZTcwNTgyNTYyNw@@._V1_SX1299_CR0,0,1299,999_AL_.jpgWilly Wonka é uma figura excêntrica que parece não estar nem aí para a segurança dos pimpolhos mal-educados que entraram em sua pequena fábrica de sonhos. Repleto de citações, Willy guia o grupo (4 deles acompanhados pelos pais e 1 pelo avô) pelas diversas salas de sua fábrica, mostrando como faz as maravilhas que saem de sua fábrica e revelando até mesmo lançamentos futuros. Só que uma por uma essas crianças vão cometendo erros graves e sendo eliminadas da excursão. Ao contrário da versão mais recente, nunca saberemos o que aconteceu de fato com essas crianças depois de seus erros.

O filme para mim tem gosto de infância. “Pure Imagination” é a música que toca no meu coraçãozinho, aquela que eu poderia dizer ser minha canção preferida da vida, se eu gostasse de definições tão gravadas em pedra, tão definitivas (o que eu detesto). Poderia colocar o trailer, mas prefiro terminar esse post com o pequeno monólogo de Gene Wilder (RIP) no barco, uma das minhas cenas preferidas.

“There’s no earthly way of knowing
Which direction we are going
There’s no knowing where we’re rowing
Or which way the river’s flowing
Is it raining, is it snowing
Is a hurricane a-blowing
Not a speck of light is showing
So the danger must be growing
Are the fires of Hell a-glowing
Is the grisly reaper mowing
Yes, the danger must be growing
For the rowers keep on rowing
And they’re certainly not showing
Any signs that they are slowing”

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