Cinema: Breakfast at Tiffany’s (1961)

0022Esse post está sendo escrito exatamente 30 segundos depois de terminar de assistir o filme, porque é assim que a banda toca por esses lados. E deve estar tocando “Moon River” porque, nossa, esse filme toca músicas de várias maneiras diferentes, mas sempre é a mesma canção.

Aqui nesse humilde bloguito você já encontra há algum tempo a resenha do livro de Truman Capote, mas chegou a hora da contribuição cinematográfica. (Aliás, com o tempo que me resta de Maratona Olímpica, talvez fosse interessante explorar essas adaptações de livros já resenhados…).

O filme não se distingue muito do livro, a não ser pelo ponto de vista e final. Enquanto no livro seguíamos as impressões do narrador sem nome, circulando inebriado em meio ao perfume de graça e esperteza de Holly, no filme tanto o protagonista quanto Holly tem o mesmo peso como personagens (mas é claro que Holly ainda é mais interessante que sua contraparte masculina, com seus hábitos erráticos). Paul Varjak (George Peppard) acaba de se mudar para o apartamento “patrocinado” por uma mulher mais velha, quando conhece e se encanta pela vizinha Holly Golightly (Audrey Hepburn), que não esconde que banca sua independência nos powder rooms, sendo paga por homens ricos. Uma miríade de personagens cruza o caminho dos dois e conduz a história de forma muito semelhante ao enredo do livro. No final, entretanto, Hollywood decidiu que aquela era uma história de amor e sugeriu que haveria um final feliz, não descrito no livro.

MV5BMTk1NTE5MTc5N15BMl5BanBnXkFtZTgwODkzMjY5NzE@._V1_SY1000_CR0,0,983,1000_AL_Algumas coisas se sobressaem no filme. Minha impressão da Holly do livro é, de fato, muito diferente da Holly do filme. A Holly de Truman Capote tem um caráter mais ingênuo e mais impulsivo, a Holly do filme, conduzida por Audrey, é bem mais classuda do que se suporia, levando a vida com uma certeza bem maior que a aparente no livro.

Uma coisa que me irritou muito (e não só a mim) é o visível racismo da indústria na caracterização de Mr. Yunioshi por um ator caucasiano, Mickey Rooney. Chega ao ponto de irritar tanto a maquiagem quanto todo o discurso em torno do personagem.

O filme acabou por representar nos dias de hoje um verdadeiro culto, mas isso tem muito mais a ver com Audrey Hepburn do que qualquer outra coisa. Audrey era bonita, magra e jovem no filme, mas não tão boa atriz quanto se supõe.

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2 thoughts on “Cinema: Breakfast at Tiffany’s (1961)

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