Cinema: Funny Games/Violência Gratuita (1997)

(Se tem alguém notando, tento postar sempre antes das 17hrs nessa minha maratona olímpica, mas hoje não deu certo e estou postando depois das 22hrs… Um pequeno fuém fuém fuém)

0017.jpgA primeira vez que escutei falar desse filme, foi sobre a versão americana, dirigida pelo mesmo diretor da versão austríaca, mas “dublada” para um público que se recusa a ler legendas (esses bobalhões). No Desafio Cinematográfico, entretanto, figurava o filme original, esse que aqui se encontra de 1997.

A história teria tudo para ser um simples filme de suspense/terror, não fosse a maneira atípica como é conduzido. Acompanhamos um casal, Anna (Susanne Lothar) e Georg (Ulrich Mühe) e seu filho Georgie (Stefan Clapczynski), que chegam à casa do lago trazendo seu barco. O vizinho e amigo do casal aparenta estar acompanhado de visitantes, jogando golfe no quintal. O casal estranha o comportamento um pouco esquivo do amigo e Georgie nota a falta da amiguinha, filha desse vizinho, mas nada mais parece errado.

MV5BODBiOGJjNDEtZDUzZC00NmUyLThkM2ItYjk1MWY3ODM4OTY0XkEyXkFqcGdeQXVyNTAyNDQ2NjI@._V1_SX1777_CR0,0,1777,940_AL_.jpgPouco depois, os dois jovens que acompanhavam esse vizinho batem à porta do casal, pedindo ovos. E começa uma estranha e desconfortável interação entre esses personagens, com esses jovens estranhos que se chamam por diversos nomes e aparentam grande educação, apesar de seus modos estranhos. Anna chega a expulsar os jovens, mas o marido não entende o comportamento da esposa e os admite em casa. E aí começa a tortura, que será crescente durante a noite, com Anna, Georg e Georgie como reféns na própria casa.

MV5BNjczYTM4M2EtMmFiNy00YzM5LWExNzYtZGRkMDhmOGQ3MzM3XkEyXkFqcGdeQXVyNTAyNDQ2NjI@._V1_.jpgÉ clara a liderança do jovem moreno, assim como a intimidade desse personagem com o espectador. “Paul” (Arno Frisch), como algumas vezes se chama, quebra a quarta parede e questiona o espectador: é isso que você quer ver? mas ainda não temos tempo para um longa-metragem completo? isso já é o suficiente?. É inquietante como esse personagem muda de realidades rápido e se insere novamente no contexto do filme, onde são desenvolvidas suas atrocidades. Ao mesmo tempo, o filme não mostra a violência em si. Nenhuma cena realmente brutal é mostrada, preferindo-se lançar o foco em outros lugares quando esses fatos acontecem.

Não se engane. Esse filme não tem final apoteótico, não vai tentar te dar a satisfação de vencer o vilão, que permanece intacto em suas roupas brancas até o final. É um filme para te fazer questionar sua sede de violência, o porquê de você, querido espectador, buscá-la em tantas fontes.

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2 thoughts on “Cinema: Funny Games/Violência Gratuita (1997)

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