Cinema: Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain (2001)

MV5BNDg4NjM1YjMtYmNhZC00MjM0LWFiZmYtNGY1YjA3MzZmODc5XkEyXkFqcGdeQXVyNDk3NzU2MTQ@._V1_SY1000_CR0,0,666,1000_AL_.jpgExiste filme mais francês que “O fabuloso destino de Amélie Poulain”? Existe maior esteriótipo de francesinha do que a própria Amélie?

Não é difícil saber porque “Amélie” despertou tanto amor por aí, mesmo havendo alguns outros filmes franceses bem parecidos com essa vibe que ele traz. Todo o pequeno universo em que transita a personagem principal é bem construído e o roteiro é muito bem costurado, com alguns fatos mencionados bem ao início se justificando ao final.

Amélie (Audrey Tautou) é a filha única do casal Poulain, e na infância se viu privada da convivência de outras crianças devido à frieza do pai médico que a diagnosticou com um problema de coração devido à sua emoção nos únicos momentos em que ele a examinava. A mãe era estressada constantemente por qualquer coisa, e com a morte dela em um trágico acidente, Amélie se viu ainda mais mergulhada no mundo criado por sua imaginação.

MV5BMTFkMGVjODktNzU2My00OTI0LTgxMWEtNTNiNmM3YWRkNWU1XkEyXkFqcGdeQXVyNTQxMTIxMTk@._V1_.jpgAnos depois, Amélie trabalha como garçonete no café Deux Moulins e uma descoberta em seu apartamento faz com que sua vida mude, se dispondo a realizar atos de caridade por aqueles que a rodeiam. E isso acabará mudando sua própria vida, quando conhecer Nino (Mathieu Kassovitz).

Os personagens são pequenas caricaturas de como seriam pessoas reais: os clientes habituais do Deux Moulins como o ex-namorado ciumento uma garçonete e o escritor fracassado; as mulheres que trabalham no café, Geogette (Isabelle Nanty), Suzanne (Claire Maurier) e Gina (Clotilde Mollet); os funcionários do armazém em frente a casa de Amélie e, especialmente, o vizinho pouco sociável de Amélie, o velho pintor Dufayel (Serge Merlin), o único que consegue ler o coração da moça e a aconselhar em seu proceder.

É um filme feito para ser fofinho, para dar um sorriso aos lábios do espectador, e nisso o filme consegue muito efeito. Não tem como não gostar dos pequenos truques a que Amélie recorre em seus planos e na sutileza das relações entre todos esses personagens meio cômicos e meio trágicos.

P.S.: Meio forte essa chamada como “ela vai mudar sua vida”. Vai não, miga.

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