Cinema: Halloween – A Noite do Terror (1978)

0015.jpgDe uma época em que o terror tinha muito a ver com castigar comportamentos sexuais femininos, vem esse filme. Confesso que nunca tinha me interessado em assistir esse clássico do terror e nem assistiria não fosse o Desafio Cinematográfico me empurrar nesse domingo chato.

O filme é uma marca do seu tempo, não há como negar, e não envelhece muito bem. A história começa em 1963, na cidade de Haddonfield, com o espectador acompanhando um observador pela visão em primeira pessoa. Esse observador segue um casalzinho adolescente na noite de Halloween, dando uns amassos no sofá e seguindo para o quarto. Quando o namoradinho sai, o observador sobe ao segundo andar com uma faca na mão e mata a garota. E na continuação da cena, vemos o pequeno Michael Myers, com então 6 anos, na chegada dos pais.

MV5BMTg4Mjg0ODQzNV5BMl5BanBnXkFtZTgwNDEyMDQ5NjE@._V1_SY1000_CR0,0,916,1000_AL_.jpgQuinze anos depois, um médico é surpreendido quando Meyers (Tony Moran), o pior paciente de sua carreira, foge do manicômio em Illinois em uma noite de tempestade. E pulamos para a pequena Haddonfield de novo, em que mais um dia 31 transcorre. A casa dos Myers se encontra abandonada após o assassinato de anos atrás, virando um ponto evitado pela comunidade em geral. Acompanhamos então um grupo de adolescentes (ahem, porque nenhuma das atrizes parece adolescente), capitaneado por Laurie (Jamie Lee Curtis), a boa moça sem namorado e estudiosa do grupo, que começa a ver em todos os lugares um estranho homem aparecer. Em contraste a Laurie, as amigas Linda e Annie aproveitarão a noite para se encontrar com os namorados nas casas dos vizinhos que as contratam como baby-sitters. E é óbvio que esse homem misterioso visualizado por Laurie é Michael que deseja fazer algumas novas vítimas nessa noite.

MV5BNjU4Mjk0MTAyMV5BMl5BanBnXkFtZTgwNjEyMDQ5NjE@._V1_SY1000_CR0,0,727,1000_AL_.jpgComo disse na introdução, o filme tem um roteiro que leva a pensar que más meninas (no caso meninas que tem uma vida sexual ativa) serão castigadas por esse mal desconhecido, sem rosto (porque a máscara de Michael é uma símile de face sem expressões), enquanto a única “boa menina” do filme será salva desse mal. Os assassínios de mulheres por Myers são propositais, os masculinos são acidentais, buscando um outro objetivo. É um filme curto, mas não me empolgou em nenhum momento. O tipo de filme de terror que hoje em dia não dá nem susto. Agora, uma salva de palmas para a música instrumental que anuncia Myers.

 

 

 

 

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