Cinema: Bigger Than Life/Delírio de Loucura (1956)

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Sabe quem tem duas provas amanhã de manhã e mais duas na quarta-feira mas está escrevendo post sobre um filme estranho dos anos 50?
Pois é.

Então que apesar da prolongada pausa, decidi que na madrugada de sábado para domingo era a hora ideal de retomar meu desafio de 1001 filmes. E o sorteio que fiz há um bom tempo atrás tinha indicado esse filme de que eu nunca tinha ouvido falar.

Ed Avery (James Mason) é um professor primário, casado e tem um filho. No começo do filme ele ainda trabalha à tarde em uma garagem de táxis, atendendo às chamadas e direcionando os motoristas. Ed vive uma vida de harmonia em casa, sendo servido (ai, ai, anos 50 e essa sociedade patriarcal…) pela esposa Lou (Barbara Rush) e brincando com o filho Richie (Christopher Olsen). Há ainda o grande amigo Wally (Walter Matthau), presença constante na casinha de cerca branca da família e professor de educação física na escola em que Ed trabalha.

Tudo muda quando, após alguns episódios de dor intensa e perda de consciência, Ed é levado para o hospital e descobrem que ele tem uma importante doença nas artérias. Há um tratamento experimental com cortisona e o professor começa a tomar a medicação regularmente. Ed vai se sentindo tão bem (e esquecendo se já tomou ou não o remédio) que começa a tomar mais do que o recomendado de suas pílulas mágicas. O primeiro sintoma é de euforia, em que o professor começa a gastar bem mais do que poderia. E a tendência é só piorar, com Avery apresentando episódios de agressividade, desconfianças sobre a fidelidade da mulher e delírios de grandeza. Lou, a esposa, nota a mudança do marido e conta com o apoio de Wally, que repetidamente indica para Lou a necessidade de buscar ajuda médica. Lou se recusa, achando que isso prejudicará a carreira do marido. A situação vai se arrastando e piorando, até um ponto em que a loucura é tamanha que Ed começa realmente a ter comportamentos psicóticos, querendo inclusive matar os familiares. E aí vou deixar em suspense o que acontece para você também assistir…

E se você assistir, algumas notas:
– Tem uma cena de exame hilária em que Ed vai toma bário para mostrar a digestão e o RX mostra o líquido descendo até o fim do ventre em linha reta. Para mim é muito claro o problema desse paciente: ele não tem trato gastrointestinal!
– As cenas de Ed e Richie no final dão uma real sensação de desconforto. O ator principal muda completamente do começo até esse ponto, estando realmente assustador no final. Inclusive há um jogo com as sombras projetadas por esse pai opressor que ele se torna.
– Lou e a rebeldia na cena do banheiro! Esperei tanto por aquilo! Ela devia fazer isso mais vezes!i
– Quase nunca falo de diretores, então vai o nome do cidadão: Nicholas Ray.

 

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