Livro: Dom Casmurro (Machado de Assis)

0075

Mais um da linha brasileira que ando seguindo atualmente. “Dom Casmurro” é o livro que eu mais conhecia de “ouvir falar” porque na realidade nunca tinha nem encostado no livro. Agora imagine  quantos vestibulares eu fiz só baseada nesses achismos alheios…

Bento Santiago é o protagonista da trama, narrando em primeira pessoa a história de sua juventude aos dias de velhice. Bento cresceu em uma casa com três viúvos, sendo a principal sua mãe, mulher devota que após perder o primeiro filho prometeu o segundo à vida religiosa. O menino sempre brinca com a filha da casa vizinha, de mesma idade. Capitolina, ou simplesmente Capitu, que parece ser bem mais esperta que o garoto criado a pão-de-ló. Um dia, Bento escuta sobre os planos de mandá-lo para o seminário e a insinuação de que sua relação com Capitu extrapole a inocência infantil. Engraçado como é esse comentário entreouvido que realmente acende a flama para que Bento perceba que ama Capitu e que não conseguiria ser padre. Já Capitu (como eu disse, bem mais rápida e esperta) já sabia dos próprios sentimentos e os dois se unem para arranjar uma maneira de livrar Bento da promessa.

Santiago acaba frequentando o seminário por algum tempo e lá conhece Escobar, que logo se torna seu grande amigo. Os dois terminam por abandonar o seminário e Bento vai estudar direito em São Paulo. Assim que retorna ao Rio, casa-se com Capitu e o casal vive um período de longa alegria, ainda mais com Escobar se casando com uma amiga de Capitu. Os quatro vivem passeando juntos, se frequentando e querendo-se bem como a familiares. Escobar e Sancha têm uma filha, também chamada Capitu, e após algum tempo o casal de protagonistas também acaba tendo um menino, nomeado por Ezequiel, o primeiro nome de Escobar.

Tudo muito bom, tudo muito bem, todos felizes. Até que Escobar morre inesperadamente e Santiago, que sempre foi extremamente ciumento, nota aquele olhar de ressaca de Capitu para o defunto e começa a se perguntar se ali havia algo a mais. Bom notar que antes desse fato Bento já havia percebido um gesto de Sancha que parecia insinuar algo para ele, então parece em verdade que ele está espelhando as ações de Sancha para Bento em Capitu para Escobar. Fato é que depois disso, o casmurro Bento começa a ver sinais em todos os lugares, especialmente em Ezequiel. Uma das coisas tristes do livro é ver como ele se afasta do menino, que era muito grudado no pai, simplesmente porque acha estar vendo as características do amigo morto no menino. Chega a um ponto de mandar Capitu e Ezequiel para fora do país, nunca mais vendo a esposa, baseado apenas nessa dúvida. No momento em que escreve, Bento está velho e sozinho e permanece com a certeza absoluta da traição de esposa e amigo.

O livro demonstra que Machado de Assis gostava um bocado de Shakespeare, citando obras do autor a torto e a direito. Mas ó, ainda não me convenceu. Apesar de ter gostado mais de “Dom Casmurro” do que de “Brás Cubas”, o autor tá longe de figurar nos favoritos ou até mesmo nos livros que manteria na estante. Not my cup of tee, mesmo com tanta amizade pelos ingleses…

Advertisements

2 thoughts on “Livro: Dom Casmurro (Machado de Assis)

  1. Olá, vem ver o nosso blog, dá te acesso gratuito a imensos livros em português. Suspiros de Santo Agostinho é a nossa primeira sugestão mas há muitos mais! Se gostares por favor ajuda-nos a fazer chegar este site a mais pessoas. Obrigada 🙂

  2. Pingback: Retrospectiva 2016 | Meu Logbook

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s