Livro: Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

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Mais um livro da mini-maratona carnavalesca. Li rápido, bem mais rápido do que achei que iria conseguir quando cheguei aos 50% porque dei uma parada  para ler “A Hora da Estrela”.

Esse é um livro que comecei cheia de expectativas, tamanha a fama tanto do autor quanto da história em si e do modo de narração. E não, não li nada de Machado de Assis na escola porque a falta de qualidade do meu colégio chegava a esse ponto.

A história de um defunto narrador é contada sem dourar muito a pílula. Brás Cubas nos conta primeiro do momento de sua morte, dando o “spoiler” de que morreu solteiro em sua chácara, recebendo como visitas poucas pessoas e menos do que o esperado para seu enterro. É a partir da morte, então, que vamos contemplar a vida de Brás, nascido em uma família de posses e que nunca teve que trabalhar. A infância de queridinho do pai não teve grandes marcas e a adolescência foi gasta com uma paixão por uma espanhola, razão pela qual o pai decidiu mandá-lo para Portugal, onde Brás estudaria. Aliás, parte bem pequena é dedicada a essa parte, o que evidencia essa narração do autor que opta por jogar o holofote com mais intensidade em alguns aspectos da vida e deixar passar em brancas nuvens outros.

A parte de maior volume no romance é o relacionamento de Brás com uma mulher casada, Virgília, com quem Brás tinha tido um ensaio de compromisso no passado. Os encontros escondidos, a desconfiança do marido e o papel de terceiros nesse romance toma grande parte da trama e, sinceramente, não é nada muito interessante. Outra história que acontecem a ver com a irmã de Brás e seu cunhado e uma briga que data do falecimento do pai de Brás e do espólio de seus bens, mas contada de forma quase desleixada.

No total, não vou incluí-lo no hall de livros preferidos e talvez nem o releia no futuro. A narração tem alguns pontos altos na forma, mas não me empolgou em nenhum momento. Tem gente que diz rir horrores com o livro, mas sou chata e nem esbocei sorrisos. Aliás, não consegui simpatizar com o protagonista em nenhum momento.

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One thought on “Livro: Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

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