Cinema: Les demoiselles de Rochefort (1967)

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Muito estranha a sensação de começar a assistir um filme sem saber completamente nada sobre ele. De “Les demoiselles de Rochefort” (ou “Duas Garotas Românticas”, como foi traduzido) eu só sabia que era francês (mais um e em sequência!).

No começo achei tudo bem bizarro. O filme é um musical! Toda hora vai ter gente dançando pelas ruas de Rochefort, inclusive o pessoal do exército que do nada dá de soltar os bailarinos e cantores que existem dentro deles. Muito estranho.

maxresdefaultE qual a desculpa para toda essa cantoria? Bem, uma trupe chega em Rochefort para preparar um festival (misto com comercial, porque estão tentando vender barcos e motos). Ao mesmo tempo temos outros núcleos e suas outras historinhas que de alguma maneira toparão com a história de duas gêmeas, Delphine (Catherine Deneuve) e Solange (Françoise Dorléac) Garnier. Delphine é loira e ensina as crianças a dançar, enquanto a irmã Solange é uma musicista. As duas estão descontentes em Rochefort e desejam ir para Paris, plano facilitado quando dois conquistadores da trupe recém-chegada propõem levar as garotas para a cidade. Delphine acabou de terminar um namoro (com um psicopata dono de uma galeria de pinturas) e sonha com um amor de belos olhos e belas mãos, um homem romântico como Guillaume (Jacques Riberolles) não é. Já Solange espera que o dono da loja de instrumentos musicais, Simon Dame (Michel Piccoli) a apresente a um antigo colega americano que poderá arranjar uma posição em Paris para ela.

Em outro núcleo, o da lanchonete da mãe das gêmeas, frequentadores habituais são um jovem chamado Maxence (Jacques Perrin) que espera sua liberação dos serviços militares para exercer o que realmente ama, que é pintar e procurar sua loira amada que ele nunca viu, mas que já pintou, com suas belas mãos e belos olhos. Logo, entretanto, ele também estará partindo da cidade. A mãe das gêmeas, Josette (Geneviève Thérnier), tem ainda um menino de dez anos, filho de um antigo amor com quem não se casou apenas porque o sobrenome seria uma piada. Josette não queria ser chamada de Madame Dame e deu uma desculpa estapafúrdia para se livrar do cara, mas agora está desconsolada.

E então temos tudo isso rolando, muitos encontros e desencontros e muita música rolando do nada. Acho que minhas preferidas foram o tema de Maxence e a canção de Etienne e Bill no restaurante, tão do nada. É daqueles filmes que eu não sei porque estão na listagem dos 1001, mas foi divertidinho, apesar de completamente esquecível. Sobre os figurinos: usaria tudo. Moda dos anos 60 é muito amor.

P.S.: Precisamos falar do assassino que foi revelado no final do filme e para quem ninguém se importou um nada! Os franceses são muito blasés.

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