Livro: American Gods (Neil Gaiman)

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Meu primeiro romance do Gaiman! Apesar de ser muito fã da versão cinematográfica de “Stardust”, além de “Sandman” nada tinha lido do autor, então cheguei cheia de expectativas a esse livro, emprestado do meu irmão mais velho.

O enredo gira em torno de Shadow, que no comecinho do livro está cumprindo seus três anos em uma penitenciária nos Estados Unidos e passa o tempo treinando truques com moedas e lendo o livro de um antigo prisioneiro, Low Key. Perto da data de reconquista da liberdade, Shadow é solto e o motivo é dos mais tristes: sua esposa, Laura, faleceu em um acidente de carro junto ao seu melhor amigo. Shadow parte então para o funeral e no avião um estranho se apresenta como Wednesday (Quarta-feira) e lhe oferece um emprego um tanto estranho. O ex-prisioneiro até tenta escapar do velho, mas ele parece se teletransportar para estar em sua presença e Shadow acaba aceitando virar seu motorista, o que o levará a viajar por boa parte do país e encontrar um monte de gente estranha, presenças míticas que têm existências pouco lendárias nessa terra onde os deuses não florescem.

O que está acontecendo nesse mundo é a briga dos velhos e novos deuses, e Shadow se vê ao lado dessas figuras mais anciãs e fracas se opondo aos novos deuses da tecnologia e da mídia. E nem eles sabem muito bem o porquê de estarem se batendo em um campo de batalha se deuses sem fiéis morreriam naturalmente, sem que fosse necessária tamanha intervenção…

Shadow é um personagem raso como um pires, o que foi uma surpresa em um trabalho conceituado de um autor tido em tão alta conta. Não sei se essa é a intenção do autor, mas Shadow é quase tão espectador quanto o leitor, pouco agindo e pouco se comovendo com o que acontece. O que surpreende é exatamente a falta de surpresa de Shadow, que aceita tudo como naturalíssimo. Outros personagens são mais “vivos”, como o próprio Wednesday e a ótima Sam Black Crow e suas tiradinhas irônicas. As figuras míticas em si são interessantes, mas a história em que se inserem não chega a empolgar. Em alguns capítulos se inserem pequenos contos sobre a chegada desses deuses à América. Alguns desses contos são muito bons e outros são bastante desinteressantes. Há também uma espécie de sub-plot, mais interessante que a história original, sobre os acontecimentos em uma pequena cidade ao norte chamada Lakeside, onde Shadow é conhecido por outro nome e onde um mistério envolvendo o  desaparecimento de alguns adolescentes se desenvolvem.

Vamos ter que discutir essa relação, Sr. Gaiman, e espero que o próximo romance que eu leia seja mais empolgante que esse pequeno tijolo de poucos acontecimentos.

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