Livro: The Mortal Instruments – City of Ashes (Cassandra Clare)

City_of_Ashes

(Olha, já comecei esse post umas três vezes. Tô quase desistindo.)

Nesse segundo livro da série da Cassandra Clare nada de muito importante  acontece. Eu sei que os fãs ardorosos vão dizer que não, mas para mim esse livro foi de uma chatice sem par. Tem muito de Clary indo de um lugar para outro, de Jace conversando com o pai (ô vilão para gostar de conversar com os filhos, xesuis) e dos outros personagens agindo como os idiotas que não deveriam ser.

Clary está morando com Luke e namorando Simon. Jace arruma confusões idiotas com lobisomens porque é emo. Eles acabam indo parar na terra das fadas, levando à reboque Simon, que não tinha motivo nenhum de estar ali. As fadinhas acabam revelando que Jace e Clary não são como os outros Shadowhunters porque papai Valentine fez “experimentos” com eles. Mas olhe, se não revelarem mais para a frente que Clary é a chosen one, garota das profecias eu vou até estranhar, porque a apelação em cima dos poderes desses personagens já começou. Simon acaba ganhando alguns poderes também porque se não fosse assim a autora não saberia o que fazer com o desenvolvimento desse personagem. Ele vira um vampiro e depois acaba ganhando a possibilidade de andar sob a luz do sol (apelação!). Magnus Bane e Alec estão se pegando (bom para eles), mas nunca isso é mencionado em voz alta porque o pessoal do submundo também é homofóbico. Valentine conversa. Valentine conversa muito. Valentine não faz nada nessa vida além de conversar com os filhos e ficar rodeado de demônios. Vamos arranjar um hobby, Valentine! Escutei falar que livros de colorir estão fazendo muito sucesso. Uma lobisomem, Maia, aparece e instantaneamente desenvolve uma paixonite pelo Simon. Jocelyn continua em coma, talvez porque tenha mais sabedoria que os outros personagens todos juntos e não quer ver os dois rebentos se agarrando.

E a autora continua esquecendo o que acabou de escrever. Juro que tem uma parte em que Clary é marcada com uma runa “fearless” e dois minutos depois a narração diz que ela gritou apavorada. Miga, não. As pontas nunca se fecham e não há lógica no comportamento dos personagens e nas regras que estão sendo estabelecidas para o universo de fantasia criado por Cassandra. Ler esses livros vai acabar sendo um desafio de encontre os 100 erros se continuar desse jeito. Ficaria um pouco melhor se a autora ao menos tivesse movido um pouco a localização, mas as coisas ainda se passam em Nova Iorque. Agora, me responde, como nesse mundão de meu deus dois dos três instrumentos mortais estão numa mesma cidade?

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2 thoughts on “Livro: The Mortal Instruments – City of Ashes (Cassandra Clare)

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