Livro: Six Stories (Stephen King)

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T’aí um autor que eu deixei no banco de reservas por algum tempo. Para quem não lembra, além do desafio literário dos 1001 livros nesse blog rola um desafio paralelo e completamente esquecido de ler toda a bibliografia do Rei.

“Six Stories” é, obviamente, um dos livros de contos do autor. Publicado em 1997 e com apenas 1100 cópias, essas seis histórias foram republicadas posteriormente em “Everything’s Eventual”, algumas sofrendo alterações. Eu não sabia disso, como sempre… Então talvez acabe tendo que reler algumas delas mais tarde.

Autopsy Room Four:
Carinha de pesadelo esse conto, que eu já conhecia porque havia visto o episódio na série “Nightmares and Dreamscapes”. A história é narrada do ponto de vista de Howard Cotrell, que percebe de que está completamente paralisado e sendo movido por um grupo de pessoas até uma sala de autopsia. Pois é, esse pessoal não consegue notar que Howard está vivo e começam os procedimentos para cortá-lo. Howard sente tudo o que eles estão fazendo e escuta o que falam e apenas uma reação de sua parte poderia salvá-lo de uma morte muito dolorosa.

L. T.’s Theory of Pets:
Aqui quem narra é um amigo de L.T., que nos desenha a personalidade desse homem aparentemente alegre, que conta incessantemente a história de como foi abandonado pela mulher. Os dois tinham uma gata e um cão e cada um deles era mais afeiçoado a um dos animais, de onde sai a teoria do título. No fim, percebemos a dor real de L.T. com o que ocorreu, especialmente porque Lulu, a esposa, saiu dizendo que iria para a casa da mãe e nunca chegou lá. L.T. realmente amava a esposa e a dor que ele sente, assim como a negação ao que parece ter sido o destino mais provável da mulher provocam essa sensação de sofrimento.

Lunch at the Gotham Café:
Quando esse conto começou eu pensei que ele tinha algo a ver com o anterior. De maneira muito semelhante à Lulu, Diane deixa uma carta dizendo que está saindo de casa e indo para a casa da mãe. Steve Davis, o marido da vez, também sofre terrivelmente com essa ausência, só que ele sabe ao menos que a mulher está bem na casa da mãe. Steve pára de fumar, o que ele atribui alguma relação com o que vai acontecer depois na história. Diane tem um psicólogo, que é quem marca uma reunião com Steve no Gotham Café para resolverem os três alguns assuntos que só deveriam ser realmente abordados com a presença de um advogado. Mas aí uma coisa muito estranha acontece quando o maître do lugar resolve ter um ataque psicótico e partir para cima desses três. E Steve tem uma baita de uma boa reação. Eu teria morrido nos primeiros cinco minutos. E Diane é uma bitch mal-agradecida! No final, Steve é meio estranho também… Medo do que ele vai resolver fazer a seguir.

Luckey Quarter:
Achei que sabia onde King queria chegar quando comecei a ler esse conto, mas no final tem uma espécie de virada na história para outro personagem que eu não entendi. Foi doido. Darlene arruma quartos em um hotel, contando com as gorjetas para poder financiar os gastos com os dois filhos. Um dos hóspedes deixa no envelope apenas um “quarter” dizendo que ele dá sorte. A mulher não tem nada a perder e joga a moeda em uma máquina de apostas. E ganha. E segue ganhando não importa a aposta que faça. Até essa virada de que eu falei, que parece que vai mudar as coisas, mas na verdade não. Tem que ser lido para entender essa doideira…

The Man in the Black Suit:
Aí eu teria muito medo. Respeito o velhinho que conta a história em seu terror da proximidade da morte e da recordação traumática de sua infância, em que ele encontrou o Diabo em forma de pessoa.

Blind Willie:
Cada pessoa tem sua maneira de se retratar por um pecado do passado. No caso de Bill, essa retratação é feita todos os dias, mendigando nas ruas de Nova Iorque, incógnito para a sociedade cinza trabalhadora com quem ele convive no metrô e na empresa em que trabalha. Na verdade, o crime que Bill cometeu mereceria um castigo bem pior do que apenas algumas duras do policial que sabe quem ele é.

 

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