Livro: Battle Royale (Koushun Takami)

Globo-Battle-Royale

Já falei um pouco de “Battle Royale” quando escrevi sobre o começo de leitura de Hunger GamesComo havia dito, na época minha comparação se baseava apenas na leitura do mangá e no que lembrava do filme. Imagino que foi devido às acusações de plágio que a Globo Livros decidiu que era uma boa oportunidade de lançar o livro no Brasil, mas pode ser que seja fruto apenas dessa sede que os jovens estão apresentando atualmente por distopias. Lei da oferta e procura.

Sinopse básica – Na Grande República do Leste Asiático, um governo ditatorial sorteia a cada ano uma turma de colegiais a participar de um experimento sanguinário: jogados em ambiente isolado, monitorados por vários lados e sem possibilidade de fuga esses 50 colegas serão forçados a digladiarem-se em um confronto até a morte, de modo que sobre apenas um vencedor. Cada um deles ganha um kit de sobrevivência com uma arma, que pode variar de um garfo a uma sub-metralhadora. A cada seis horas sai um relatório com quem foi morto e são anunciados lotes proibidos à circulação do povo, empurrando os adolescentes a se encontrarem. Em torno dos pescoços desses jovens foram colocadas coleiras que explodem quem se encontra nos quadrantes proibidos e ajudam a localizá-los no mapa.

O protagonista da história é Shuya Nanahara (e que personagem forçado, deus do céu). Shuya toca guitarra, jogava beisebol e era um queridinho de várias meninas (mas só descobre isso por advento do jogo). De moral muito firme, ele é um dos participantes que logo compreende os riscos da situação e deseja formar um grupo para procurar uma alternativa, seja fugir seja combater os membros do governo que estão na ilha onde são alocados esses aluninhos.

Por acaso, nessa mesma turma há um hacker cujo tio ensinou tudo o que era necessário para que ele sobrevivesse em situações de risco e um ex-vencedor do jogo, que obviamente já conhece um bocado do sistema que controla a batalha. Há também adversários bem perigosos dentro da sala, pessoas que os colegas temeriam naturalmente, mas que se mostram extremamente sanguinários.

(Pausa aqui para eu dizer que Kazuo Kiriyama é o personagem mais forçado do livro todo, superando até Shuya. Meu irmão e eu costumamos falar que esses personagens são “belos, porém fortes, porém inteligentes, porém sabem tocar qualquer instrumento, porém…” e isso não acaba. Kazuo funciona no mangá, mas no livro eu rolava os olhos com alguém tão pouco crível).

Nessa turminha há também uma menina que claramente é apaixonada por Shuya e por quem um amigo de infância de Shuya era apaixonado. Por causa dessa ligação, Shuya se compromete a protegê-la até o fim. E se você quiser saber qual dos 50 alunos vai viver e ganhar o jogo, então  vai ter que ler as quase 700 páginas para descobrir.

Pessoalmente, tive alguns problemas com o texto. Não sei se foi culpa da tradução ou do próprio autor, mas a narração não fluía e parecia um tanto infantil. Especialmente as partes de Shuya poderiam ser bem enxugadas porque na maioria das vezes não acrescentavam muito à situação já apresentada. Bom mesmo era pegar os capítulos em que se apresentava um personagem pela primeira vez e eu já ficava imaginando como ele ia morrer… Também não sei se eu perdi o fator surpresa por ter lido o mangá e visto o filme há tanto tempo atrás ou se achei os quadrinhos e a obra cinematográfica realmente superiores no que se refere à narrativa pois me lembro da ansiedade enorme em acabar a obra e descobrir como terminaria. Teria que reler o mangá e ver o filme para saber. Ao que eu saiba, também, o final do filme e do mangá são ligeiramente diferentes do livro.

Uma nota: Para quem está com medo do tamanho desse calhamaço que é a versão em português, sem pânico, por favor! A edição foi feita com folhas muito grossas e letra grande, por isso que está esse tijolo. E como o texto é muito simples, dá para ler tranquilamente em uns três dias.

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One thought on “Livro: Battle Royale (Koushun Takami)

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