Livro: Sidarta (Hermann Hesse)

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Outra releitura para o desafio e essa bem fora de época porque o livro sorteado foi outro bem diferente, mas eu queria um livrinho curto e acabei pegando-o da estante.

“Sidarta” obviamente tem a ver com a vida de Sidarta Gautama, o Buda mais conhecido dessa doutrina religiosa. Até se você nada sabe do budismo (o que é o meu caso) você conhece um pouco da história do filho de brâmane, do príncipe que renunciou aos confortos para buscar a iluminação.

E começamos o livro exatamente nesse ponto. Sidarta anuncia ao pai que buscará os samanas que passavam pela região para viver como eles, se embrenhando na selva, meditando e aprendendo. Junto a ele está seu amigo desde a infância, Govinda, que parece estar distante do grau de sabedoria que Sidarta já possui. Sidarta estuda com os samanas a jejuar, esperar e aprender.

Começa a correr pelo povo a existência de um Buda, que no livro é chamado Gautama. Após uma espécie de palestra de Gautama, Govinda decide unir-se aos seus discípulos, mas Sidarta não acredita que aquele seja o lugar certo para ele estar pois não acredita que possa ser possível atingir a iluminação apenas por escutar os ensinamentos de um iluminado. Deixa então o amigo e parte, como um recém-nascido que começa a ver o mundo, um novo Sidarta que precisa aprender o mundo.

Em sua busca, Sidarta passará por diversos estágios. Ele conhece o amor sexual e chega a ter um filho e também se entrega aos prazeres dos sentidos, do álcool, da comida e do jogo, para depois acordar novamente, dessa vez sem ser o Sidarta de antes, o filho do brâmane, mas apenas Sidarta, sem títulos. É nesse ponto que aprenderá a escutar o tempo e a natureza, representado pela correnteza de um rio. Anos se passaram desde sua saída de casa quando então volta a encontrar Govinda, que é quem ao escutá-lo e beijar sua testa entende que o amigo alcançou seu objetivo e agora encontrou a iluminação que buscava.

O livro tem uma linguagem muito bonita e poética. Estamos o tempo todo conectados aos pensamentos de Sidarta e aos degraus que ascende (ou descende) em busca daquele objetivo primordial. Em algumas partes ele também se questiona acerca do caminho que está percorrendo, mas nunca duvida da real iluminação, de que há um caminho a ser traçado até lá. Eu não sei nada sobre budismo, então não sei até que ponto um autor alemão, nos anos 20, foi fiel ou infiel nesse caminho da figura histórica.

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2 thoughts on “Livro: Sidarta (Hermann Hesse)

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