Livro: Sense and Sensibility (Jane Austen)

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(Que saudades que eu estava desse cantinho! Incrível como escrever de repente se tornou uma necessidade constante, um respiro nesses dias loucos.)

Amiguinhos, o que temos para hoje? Seguimos com a saga de tentar chegar ao fim do ano com ao menos 50 livros do desafio concluídos. Tô bem comedida. No começo do ano falei que seriam 100 e olha eu aqui ajustando os números para a realidade da vida…

Estava com saudades de algum romance mezzo açucarado e achei por bem mergulhar novamente nos campos ingleses da Tia Austen. “Sense and Sensibility” foi, talvez, o primeiro livro que li da autora e não lembrava muito do enredo. Sei que é um dos preferidos pelos leitores, mas eu mesma não o coloco entre os top 3.

Temos duas protagonistas na histórias, as irmãs Elinor e Marianne Dashwood, mas a primeira tem maior importância, ou pelo menos é isso que senti lendo. Elinor, Marianne e, a terceira irmã que não tem muita importância na história, Margaret, são filhas do segundo casamento do Sr. Dashwood. Do primeiro casamento há um irmão mais velho, John, que é casado com uma mulher mesquinha e pouco simpática a segunda família do sogro. Quando o pai morre, John promete que cuidará das irmãs, mas ao mesmo tempo precisa lidar com o próprio egoísmo e os desejos de Fanny. É assim que as quatro acabam se tornando hóspedes na casa que antes era sua e veem por bem se mudar para uma área mais afastada. Elinor o faz com certo peso no coração pois ela e o irmão de Fanny, Edward Ferrars, tinham um flerte que parecia em vias de virar um compromisso e o afastamento claramente representará um empecilho. Entretanto, é difícil mesmo para sua mãe e irmãs notarem seus sofrimentos. O amor de Elinor é uma chama baixa, mas constante, e como tal passa desapercebido por não demonstrar os arroubos dos amores violentos, sendo um sentimento racionalizado, como tudo o que a jovem faz.

Em Devonshire, para onde mãe e filhas se mudam, elas serão apresentadas a uma nova sociedade que abrange Mrs. Jennings, Sir John Middleton e a esposa. Mais importante, é  lá que conhecem o Coronel Brandon, que logo cai de amores por Marianne. A jovem, entretanto, não quer nada com um homem que considera velho e por quem não tem nenhum sentimento acalorado. Marianne é passional em tudo o que faz, não consegue racionalizar sentimentos e tem uma personalidade 8 ou 80. Por um acidente do destino, a família acaba conhecendo um rapaz charmoso chamado John Willoughby (todos os homens essa história são Johns?) e com poucos encontros mais está completamente apaixonada, considerando-se e sendo considerada comprometida. Entretanto, Willoughby precisa partir para Londres e o casal é separado.

A partir daí temos aquela clássica fórmula da Austen, em que visitas e encontros casuais acabam colocando os personagens nas mesmas drawing rooms, discutindo por modos escusos os sentimentos que para o leitor se apresentam claros. Marianne sofre grandes decepções, assim como Elinor, e a parte interessante é notar como as duas irmãs lidam de maneiras completamente diferentes com situações semelhantes. Enquanto Marianne é consumida pela tristeza e necessita de vigilância e auxilio constantes, a dor de Elinor passa desapercebida mesmo para aqueles que dela são mais próximos. E como todos os livros da autora, no fim temos aquelas conexões inesperadas que permitem um final satisfatória, se não feliz, para os envolvidos. A razão, pode-se dizer, vence no duelo imaginário contra o sentimento, uma vez que o bem-estar de Elinor sempre estaria assegurado, mesmo nos piores prognósticos, enquanto Marianne sofre frente aos sonhos de amor destruídos.

Como disse, não está nos meus preferidos. De vez em quando a trama dá certa arrastada e fica difícil se animar, especialmente quando nenhum dos personagens masculinos parece muito promissor. Não há aquele Mr. Darcy, que mesmo imperfeito é  cativante. Edward Ferrars, o mais próximo que temos de um mocinho à moda de Darcy, é também culpado de grandes desentendimentos e dores. Também não consigo me haver muito com as personagens femininas e, apesar de tender mais para Elinor, não consigo simpatizar com suas dores porque a personagem se apaga, sem muita transparência da profundidade de seu amor.

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3 thoughts on “Livro: Sense and Sensibility (Jane Austen)

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