Quadrinhos: Vampire Knight (Matsuri Hino)

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Esse foi um feriado em que eu deveria ter aproveitado para estudar. Ao invés disso sentei a bunda no sofá e li todos os 93 capítulos de “Vampire Knight”, além de evoluir vertiginosamente em meus joguinhos virtuais… No regrets (por hora. Quando eu tiver o resultado de minhas provas na mão, aí a gente conversa de novo).

Comecei a ler “Vampire Knight” quando ainda estava no Ensino Médio (ainda chamam aquilo de ensino médio?), no auge da minha febre de coleção de mangás. O que aconteceu foi que no meio da série os lançamentos no Brasil se equipararam ao Japão e a publicação entrou naquele hiato chato, no qual eu inclusive parei de colecionar mangás físicos e priorizei a leitura virtual. “V. K.” acabou sendo completamente relegado, até que um dia desses, passeando pelo diretório de um site de scans, deparei-me com o status atualizado para “Completed”. Meu eu de 17 anos voltou com força para me dizer que eu precisava acabar a série e lá fui eu em mais um projeto louco de leitura. Claro que precisei reler tudo porque não lembrava de muita coisa, inclusive de onde havia parado…

A protagonista desse shojo é Yuuki Cross, uma adolescente com um passado e um presente um tanto incomuns. A primeira lembrança de Yuuki é o vermelho no sangue na neve e um vampiro que queria atacá-la, quando ela tinha cerca de 6 anos de idade. Quem a salvou na ocasião foi outro vampiro, um sangue-puro (que é como a realeza entre os vampiros) chamado Kaname Kuran. Yuuki foi adotada por Kaien Cross e nada se lembra de sua vida antes desse ataque e, claro, desenvolve um amor muito forte por Kaname. Outro menino adotado por Kaien foi Zero Kiryu, descendente de uma família de caçadores de vampiros e um ano mais velho que Yuuki. São esses dois adolescentes que cuidam de manter a paz na escola que estudam quando Kaien tem a brilhante ideia de formar uma turma noturna, composta só de vampiros. Sim, o cara é um pacifista que achou lindo o conceito de botar as ovelhinhas e os lobos no mesmo ambiente.

Os conflitos do mundo vampiresco acabam afetando o micro-universo da escola e Yuuki acaba aprendendo que seu passado é muito mais complexo do que ela supunha. Kaname tem um papel importantíssimo nesse passado e por todo o mangá será vital na condução da história da protagonista, desde seu despertar vampiresco (spoileeeer) até o último capítulo. Zero é a outra parte do triângulo, estando sempre numa posição mais “frágil” do que a de Yuuki, tanto em termos de poder quanto de sentimentos, já que ele é dependente da consideração da garota, uma consideração que sempre está voltada para a outra ponta do triângulo.

A história me prendeu da primeira vez que li e também dessa. Há certa profundidade no que se refere aos sentimentos dos personagens envolvidos, tanto os que fazem parte do “presente” da trama, quanto aqueles que já desapareceram. No quesito romance sempre será mantida essa dualidade e é realmente difícil prever com quem Yuuki terminará. Eu não esperava o final que foi se delimitando e ainda não tenho opinião formada se ele foi a contento ou não, só acho que nenhum shipper terminou 100% feliz. AH! Lembre-se que no universo mangazistíco japonês não existem lá muitos tabus para temas como incesto antes de começar a leitura…

Quanto ao enredo, acho que os puristas não gostarão dos vampiros retratados, já que eles fogem daquele padrão mais fechado que alguns têm. Os sanguessugas da trama podem andar sob o sol (mas ficam fraquinhos quando o fazem), podem ter filhos e têm distintas formas e “poderes”. Há tipos distintos deles, sendo o mais poderoso os puros-sangues, seguidos pelos nobres e pelos “ex-humanos”, que só existem quando um puro-sangue morde um humano. Os caçadores têm algo em seu sangue de vampiresco e suas armas nasceram de uma vampira mutcho doida que se sacrificou para que isso ocorresse. Ingerir o sangue traz a reboque as lembranças do sugado e é possível apagar essas lembranças só ingerindo grande quantidade do fluido.

O traço começou super-detalhado, mas com o decorrer dos capítulos fui notando que a desenhista deu uma desistida desse esquema, talvez porque fosse trabalhoso demais e necessitasse de muito tempo. No final, o traço está bem mais simplificado e quase não há background para as cenas. Até as roupas, que parecia algo a que a desenhista dava importância, ficaram genéricas. Há bastante sensualidade, especialmente nas cenas em que há mordidas e sugação desenfreada de sangue, mas beijos e oba-oba ocorrem com raridade. Senti falta de ver uma versão “adulta” dos personagens principais, que ficaram presos em uma aparência de adolescência com a estória já avançada. Todos os personagens são “bonitos”, o que sempre me dá a impressão de um desenhista que não experimentou o suficiente seu traço para criar o diferente, o não-agradável ao olhar, o bizarro. Por causa disso acho todos os personagens muito parecidos, só mudando o cabelo.

original

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2 thoughts on “Quadrinhos: Vampire Knight (Matsuri Hino)

  1. Eu gostei muito desse mangá. Achei o final triste. Eu tinha realmetne espectativas diferentes, mas apesar da minha vontade deve admitir que ele foi bastante coerente. Gostei muito do Kaname e do Zero e ao longo da trama era realmente difícil escolher entre eles pois ambos foram personagens complexos e bem feitos.
    Quanto aos traços, sim há muitoa semelhança especialmetne entre os maculinos. Isso as vezes fica meio confuso.

  2. Pingback: Retrospectiva 2015 | Meu Logbook

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