Livro: Tess of the d’Urbervilles (Thomas Hardy)

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(Se você parou aqui esperando por alguma comparação com “Cinquenta tons de cinza” ou alguma de suas continuações igualmente desastrosas, sinto dizer que vai dar com a cara no poste. No auge da onda “Fifty shades” eu tentei ler o livro, mas não passei da metade do segundo volume porque era ruim demais. Eu raramente abandono livros pela metade, mas não teve jeito. Cinquenta tons de literatura ruim não é para mim.)

Olhem para essa pessoa que levou quase um mês para terminar um livro de Thomas Hardy, um dos meus autores preferidos. A faculdade, crianças, a faculdade…

Tess (Teresa) Durbeyfield é uma moça pobre, filha mais velha de um casal bastante irresponsável. O pai de Tess, John, acaba sabendo por um conhecido que os Durbeyfield são o que restou de uma família rica antiga, que acabou em ruínas, assim como suas propriedades. John imediatamente é tomado por uma imensa vaidade de seu sangue nobre, que em realidade não lhe adianta de nada. Tess se sente um tanto desconfortável com a realidade da família, que basicamente vende o almoço para comprar o jantar e não pára de gerar descendentes que sobrecarregam a mãe, Joan, de responsabilidades. Ao mesmo tempo, Tess é jovem e detém certa educação, o que a faz apreciar os bailes rurais a que frequenta e onde conhece Angel Clare, que mesmo não a tirando para dançar olha-a com fascinação.

Mas Tess não tem lá muita sorte. O pai bebe tanto nesse dia em que a notícia de sua “nobreza” chega que se torna impossível para ele despertar na hora adequada no dia seguinte para ir realizar seus negócios em uma cidade próxima. Tess e um irmão mais novo pegam o pangaré velho da família e começam a jornada de madrugada, mas um acidente faz com que o cavalo morra na estrada e a família se encontre em ainda maiores apuros. Culpando-se pelo ocorrido, cabe à garota partir para encontrar a única esperança que os pais enxergam: encontrar uma desconhecida senhora d’Urberville e oferecer seus serviços.

Quem ela encontra, entretanto, é Alec d’Urberville, um rapaz que não tem a melhor das reputações e que logo no primeiro encontro demonstra ter a pior das intenções para com Tess, um menina bela e com um corpo mais desenvolvido do que sua idade faria supor. Tess começa a trabalhar na mansão, cuidado das aves e sendo observada o tempo todo por Alec, que rouba beijos desgostosos da garota. Uma noite Alec consegue levar a garota para uma floresta e a toma à força. Alguns dias depois a garota retorna para casa e meses depois a reencontramos com um bebê frágil, que morre ainda em seus primeiros meses de vida, e a quem Tess dá o nome de Sorrow (Tristeza).

Tess segue a vida realizando os trabalhos esperados de sua vida camponesa e consegue um emprego em uma vila distante, onde a fama pregressa de sua cidadezinha não é conhecida. É lá que a agora jovem mulher reencontra Angel e os dois se apaixonam. Tess sofre com o segredo de seu passado, que acredita ser um impeditivo poderoso ao amor de Angel. E quando ela resolve contar, descobrimos que realmente é. O que vai se seguir é uma série de sofrimentos para ambos e quando os três personagens cruzarem caminhos de novo já será tarde demais para evitar uma tragédia.

O único motivo para ter demorado tanto a chegar ao fim foi realmente a faculdade e as provas que me surpreenderam logo nas duas primeiras semanas de aula. Para falar a verdade, a parte em que Tess está trabalhando como milkmaid ao lado de Clare e o amor deles começa a se construir também não é lá dos mais emocionantes, mas mesmo quando Hardy é ruim ele é bom. As personagem mui amigas que Tess conhece nessa época já meio que prenunciam a tragédia das escolhas equivocadas e apressadas. A decadência da nobreza antiga, substituída por uma nova classe de nobres que compraram seu título também são abordados, assim como as incoerências da educação cristã que vê apenas os defeitos da mulher “desonrada” e não do motivador da desonra. O fim “pagão” de Tess evidencia mais essa crítica velada.

Há um filme de 2008 que estou me coçando para ver porque a atriz que faz Tess, Gemma Artenton, é a cara da mulher que imaginei!

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3 thoughts on “Livro: Tess of the d’Urbervilles (Thomas Hardy)

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