Filme: Interestelar (2014)

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Não costumo gostar muito desses filmes passados no espaço. Acho que minha mente é limitada e acaba desacreditando todas as proezas hollywoodianas realizadas em um ambiente distante do conforto do solo sob os pés. Ainda assim, vivo tentando dar chances ao sci-fi ganhar meu co ração…

Há algum tempo atrás esse foi o filme mais falado. Todo mundo tinha visto “Interestelar” e queria debater o enredo. Eu, como sempre, pulei a marola do entusiasmo e só fui assistir o filme hoje de madrugada. Com mais precisão, comecei a assisti-lo por volta das duas da manhã e terminei por volta das cinco, mas não senti que havia se passado tanto tempo.

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“Olha a onda, olha a onda… tchá tchá”

O roteiro é bastante dinâmico. Uma hora estamos acompanhando essa família constituída de vovô, papai, filhinho e filhinha e seus problemas mundanos, e na outra já estamos no espaço explorando a atmosfera de outros planetas. Matthew McConaughey é o protagonista, o ex-piloto-agora-fazendeiro que se vê chamado por forças desconhecidas a realizar mais um voo e salvar a humanidade, acuada ante a perspectiva do fim iminente das condições de sobrevivência na Terra. Ele parte com um grupo de cientistas para explorar o horizonte além de um buraco de minhoca perto de Saturno, que leva a um outro Sistema Solar onde orbitam três planetas com conhecidas boas possibilidades de colonização. Atrás fica a família, que ele jura um dia rever. Como o tempo passa diferente no espaço e na Terra, ele acaba “congelado” no tempo enquanto vê os filhos crescerem e perderem a fé em seu retorno pelas ocasionais mensagens deixadas por eles na Terra. Aliás, ponto para a semelhança entre a atriz mirim e Jessica Chastein, uma das poucas vezes que eu compro isso em um filme.

A parte mais interessante, para mim, foi a introdução a esses planetas diversos. Tem algo de “As Viagens de Gulliver” nesse momento. Uma hora você é pequeno demais para sobreviver à água, o que a humanidade mais necessita para sobreviver, outra vez você não consegue respirar e por aí vai. Quando chegamos a parte em que a realidade se dobra, eu gritei mentalmente “Inception!” e só depois fui ver que o filme era do Nolan. Desapega desse efeito, moço. Foi legal da primeira vez, mas não dá para impressionar usando o mesmo truque sempre.

A parte que toca o protagonista e sua família (e que emocionou tanta gente no cinema) não me fez o menor efeito. Cansei desses protagonistas americanos com sotaque red-neck e que são escolhidos por entidades divinas para capitanear a sobrevivência da espécie. Coisa que ele faz muito mal, diga-se de passagem… Nesse ponto o Dr, Brand lá na Terra estava mais avançado, até porque não dá para contar com a sorte de um roteirista piedoso nos buracos negros para livrar a cara dos seres humanos… Em outras notas, alguém se importou com o Tom? Eu não. A Terra é a parte da Murph, nem o pai se importou em saber do filho quando voltou. Os cientistas são bem burrinhos e é especialmente engraçado que com tanta tecnologia para criar robôs pouco aerodinâmicos e engraçadinhos, eles não conseguem mandar uma sonda reconhecer as condições dos planetas antes de pousarem de fato…

De uma maneira geral o filme faz parecer que o universo está se esforçando muito para que os seres humanos sobrevivam, o que dá a ideia de uma importância que, amigo, nós não temos não (e nem merecemos ter).

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One thought on “Filme: Interestelar (2014)

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