Livro: O Velho e o Mar (Ernest Hemingway)

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Voltamos ao Desafio! Soltem fogos, minha gente!

Achei que se voltasse com uma releitura breve e vaporosa, de menos de 100 páginas, a coisa iria rolar fácil. Mas não.

Já havia lido “O Velho e o Mar” na adolescência e me chocou o quão chato e arrastado um livrinho tão pequeno podia parecer. Não gostei nada da primeira vez que li e levei mais de uma semana para terminá-lo, então se explica porque eu não estava nada animada para começar de novo. Precisava, entretanto, tirar essa pedra do meio do caminho.

Santiago é o protagonista dessa pequena história, passada em poucos dias no litoral cubano. O velho já completa 84 dias sem pescar nada. Um menino chamado Manolin insiste em ajudá-lo, como já o havia feito outras vezes, mas Santiago sabe que o pai do guri não aprova que ele o ajude quando está empregado em outro barco, Sai sozinho ao mar, correndo para águas mais distantes e profundas, desejoso de pescar um peixe grande que atraia de novo a sorte para seu cotidiano. E ele consegue atrair um peixe-espada com sua isca, fazendo com que se desenrole um combate de dias entre os dois, até que um saia vencedor e o outro morto.

Há uma aura de poesia no texto. Santiago vive falando sozinho e demonstra que não desejaria a morte de criatura tão magnífica, tão superior a qualquer humano, se não fosse por sua própria sobrevivência e moral. Não é só o peixe que ele admira, havendo grande simpatia do velho por outras criaturas marinhas e pássaros, assim como alguma antipatia por outros seres que o rondam. Conforme o confronto se desenrola aprendemos algo sobre o passado do velho, mas nunca demais. Sabemos, por exemplo, de seus sonhos com leões, sobre outra longa luta em sua juventude e, sobretudo, de seu afeto pelo menino Manolin.

Relembrando aquela primeira lida… ainda não gosto do livro, mas já posso apontar razões mais concretas para isso. O texto não é dividido de forma alguma, nem em capítulos nem naqueles espaços vazios. Nada. é como se fosse um texto sem paradas de percurso. Não seria grande problema se o texto interessasse ou engajasse e corresse solto, mas isso também não acontece. Fui pensando enquanto lia e não sei se esse é problema do próprio autor ou do tradutor. No final, levei mais de dois dias para terminar um livro que em condições normais de tempo e espaço terminaria em menos de uma hora.

E continuo sofrendo ante a necessidade de ler qualquer coisa do Hemingway em um futuro próximo…

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2 thoughts on “Livro: O Velho e o Mar (Ernest Hemingway)

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