Quadrinhos: Sweet Tooth (Jeff Lemire)

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Que beijinho doce, que ele teeeem…
Finalmente li “Sweet Tooth”! Estava desde 2013 querendo ler, mas adiando por só deus sabe o motivo.

Gus é um menino veado. No começo da história ele vive com o pai em uma cabana no meio da floresta. Gus tem galhada e algo no rosto de animalesco, mas o pai dele é um humano comum que está morrendo por causa de uma doença rápida que só no final vamos entender como e porquê acontece. A criação do menino foi muito religiosa e ele recebeu inúmeros avisos para seguir certas regras, dentre as quais não sair da floresta e não se envolver com os humanos. No entanto, pouco depois da morte do pai o menino já se vê em apuros e encontra na figura de Jepperd um fio de segurança no mundo. Mas que segurança pode realmente existir em um mundo pós-apocalíptico em que quem sobreviveu teve que fazer coisas imorais para permanecer?

Os humanos que restaram nada têm a perder: todos portam a doença que um dia os matará mais cedo ou mais tarde. As crianças, as únicas imunes à doença, também podem ser as causadoras do mal. Suas configurações híbridas, misto de humano e animal, causam asco em alguns, ódio em outros, provocam a criação de uma religião e de estudos científicos cruéis.

Jepperd é um ex-jogador de hóquei, mas nesse mundo mudado ele é o tough guy, aquele cara que costuma aparecer nos filmes de ação hollywoodianos e que nunca morre, uma barata sobrevivente. É ele que guiará Gus por esse mundo que ele está apenas descobrindo e que depois de algumas revelações não poupará esforços para levá-lo até o lugar de onde ele surgiu, buscando as respostas às inúmeras perguntas que surgem ao longo da história. Outros se unirão nessa missão e alguns ficarão no caminho.

Incomodou o traço do quadrinho. Por vezes cheguei a achar que o desenhista poderia desenhar melhor, mas a impressão que eu tinha era que ele havia se contentado com o rascunho. E a falta de carne nos personagens, então? Os braços e pernas eram quase sempre dois riscos retos, pedaços de graveto… Às vezes era difícil me concentrar no enredo quando achava muitas das ações ridículas com aqueles bracinhos finos e alongados.

Achei a história um tanto clichê, especialmente no final. A sensação é já ter lido essa mesma jornada de Gus umas trezentas vezes, repetindo ações diversas vezes. Ainda assim, não conseguia parar de ler, buscando a resposta final que surgiria nos últimos volumes. Mas olha, também não é de animar muito…

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One thought on “Quadrinhos: Sweet Tooth (Jeff Lemire)

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