Filme: Stories We Tell/Histórias Que Contamos (2012)

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Fiquei me perguntando se escrevia ou não um post sobre esse filme. Mas, vencendo os demônios da preguiça e voltando ao propósito de tratar isso daqui como um diário das coisas que assisto, leio e escuto, acho que nem que seja um post pequenininho, algo deveria ser registrado aqui…

“Stories We Tell” é um documentário canadense e começa a partir do romance e casamento dos pais da documentarista, Diana e Michael Polley, ambos atores de teatro. A partir das entrevistas vamos conhecendo Diana como mãe, esposa e amiga. Aos poucos são introduzidos outros personagens para contar sobre o passado (e seu primeiro casamento e filhos) e o período posterior a peça, em que Diana foi atuar em Montreal, sua indesejada gravidez na maturidade (que originou Sarah, a documentarista) e sua morte por câncer. Diana morreu guardando um segredo (não tão bem guardado assim) quando Sarah tinha apenas 11 anos e, um pouco em buca das memórias que não pôde construir com a mãe e um pouco em busca desse segredo, que muito tem a ver com sua existência, Sarah parte em busca das pessoas envolvidas na vida da progenitora.

Curto muito documentários. Muito mesmo. E esse tipo de documentário mais intimista, que não trata do macro e sim do micro, é o meu favorito. Em “Stories We Tell” a documentarista é ao mesmo tempo personagem e isso confere à história contada um aspecto todo especial. Os seus entrevistados interagem com ela, cobram o seu posicionamento ante o que vai sendo revelado e questionam até seu propósito em vasculhar e exibir algo que seria vergonhoso para ela e sua família, ainda mais se posicionando do outro lado da câmera, como se assim se afastasse de seus próprios sentimentos quanto ao assunto e regravando passagens com atores (ou seja, roteirizando a própria vida).

É estranho ver como as impressões são distintas entre os entrevistados sobre os porquês das atitudes de Diana. Como a própria não está lá para dar seu parecer psicológico sobre o que aconteceu, o que temos são as conjecturas daqueles que viveram com ela, repletos de um “eu acho” que na verdade ecoam seus desejos. Os mais novos parecem especialmente afetados por certa amargura e ressentimento (principalmente Mark Polley) enquanto os mais velhos tendem a perdoar mais suas atitudes e “beatificar” um pouco a memória de uma figura tão especial e marcante.

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2 thoughts on “Filme: Stories We Tell/Histórias Que Contamos (2012)

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