Série: Game of Thrones (3ª temporada)

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Só para constar: estou escrevendo esse post às 4 da madrugada, tendo que acordar às 8 da manhã para o ballet. Não é das minhas decisões mais inteligentes. O que aconteceu foi que a garota que estava há um bocado de tempo sem ver um mísero episódio de qualquer série porque não tinha mais saco para isso passou um dia inteiro sentada diante do PC vendo toda a temporada passada de GoT.  Pois é, eu sou do tipo que escuta a mesma música milhões de vezes, até decorar cada acorde, movimento e respiração, para depois ficar anos sem conseguir voltar a escutar a mesma canção. … Ai, ai, que essa garota se alimenta de contradições e obsessões.

Eu tinha realmente desistido de GoT após a segunda temporada. Acho que minha leitura dos livros ainda estava muito recente e eu pequei por excesso de preciosismo. Dizia até com certo orgulho que não voltaria à série da HBO porque ela havia se afastado demais dos livros. Mas eu sou um bocado suscetível a uma boa história e já estava sentindo falta do universo do George Martin após esse tempo todo. E se o autor está envolvido na adaptação e aprova essas mudanças, quem sou eu para discordar e bater o pé em defesa de uma história da qual eu não sei o final? Então eu passei um dia reencontrando personagens tão familiares (afinal, nós já convivemos por milhares de páginas) e todo o amor voltou.

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Claro, não há como separar a literatura já conhecida do que eu recebo como impressão da obra televisiva, mas acho que aprendi a pelo menos dobrar as regras rígidas do meu cérebro nesse sentido e conseguir conviver com as duas versões, especialmente com as idiossincrasias.  Para começar, há um enorme evento nessa temporada que mexe com todos os caminhos possivelmente traçados pelo espectador. Eu, como leitora, já sabia que o Red Wedding estava a caminho e isso apenas piorou o sentimento de aflição que senti enquanto sabia que a hora derradeira estava chegando.

O mais impressionante para mim foi ver a naturalidade com que algumas relações foram se construindo, especialmente Brienne e Jaime e Sam e Gilly. Há muito outros casos, mas esses dois casais foram tratados de forma tão semelhante aos livros que vi claramente minha imaginação dentro da tela, inclusive se saindo melhor na comparação. Eu tinha simpatia pelo Sam literário, mas a versão televisiva é ainda mais cativante do que eu poderia supor.

Tyrion continua sendo o personagem mais querido e não à toa. Peter Dinklage deveria ganhar todos os prêmios possíveis para sua atuação e alguns mais. Que pronúncia maravilhosa de suas falas! Que poder de locução e expressão! Aliás, a maioria dos diálogos tem uma força ainda maior quando retirados do papel e passados para a tela. Ou ao menos, maior do que a minha imaginação consegue construí-los. Jojen e a irmã demoraram a ser apresentados, mas eu gostei tanto dos atores escolhidos (e eles batem tão bem com minha própria versão) que até consegui superar essa frustração. No entanto, Maisie Willians como Arya continua sendo a mais fiel à história que tenho correndo nos neurônios, tanto fisicamente quanto em personalidade. Uma nova personagem a qual adorei e a quem não dava tanto valor nos livros é a avó de Margaery Tyrell. Suas tiradas desconcertantes me faziam rir alto e sua aparência me lembrou tanto uma velhinha de uma história infantil que lia quando era criança que não houve como não adorar cada instante que ela aparecia na tela.

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Algumas poucas decepções: continuo gostando mais da minha versão da Daenerys do que a da série. Para mim, ela é a verdadeira rainha, com uma plaquinha no pescoço em que está escrito “em treinamento”, e tem mais força de presença, sendo seus erros justificados devido a sua pouca idade, o que não tem como acontecer na série. Entretanto, esse é um detalhe pequeno diante do estranhamento em ver uma verdadeira consideração romântica de Shae por Tyrion, o que considero um desacordo enorme com a própria natureza da personagem. Permaneço não gostando do arco escolhido para tratar da esposa de Robb Stark e acho que essa também é uma parte que destoa das minhas impressões quanto ao personagem. A reparação da honra da donzela sendo trocada pelo amor fulminante do Rei do Norte deve satisfazer ao espectador que espera um pouco mais de sentimento dessa relação, mas tira a semelhança entre os destinos de pai e filho nessa questão.

No total, gostei bem mais dessa temporada do que me lembro de ter gostado da segunda e me vi mais uma vez encantada com o tratamento dado a roupas e cenários, à parte mágica, mas mais especialmente aos diálogos bem construídos e apoiados em atuações sólidas.

P.S.: Eu demorei 38 minutos para escrever esse post, o que me deixa com 3h30 de sono. Havia me esquecido como o vício em séries e a necessidade de varar a madrugada escrevendo podem fazer com que o sono possa ser reduzido ao nível amanhã-serei-um-zumbi-e-não-lembrarei-de-uma-sequência-que-seja-no-ballet.

P.P.S.: Onde encontro a “Rains Of Castamere” para baixar? Necessito.

P.P.P.S.: Eu realmente deveria dormir ao invés de ficar adicionando essas notas às cinco da manhã…

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