Livro: Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez)

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Com a morte recente do autor, esse se tornou a escolha óbvia para ser o próximo livro do desafio literário.

Fazia mais de seis anos que não punha os olhos em um dos meus livros preferidos e encontrei nele novamente toda uma gama de sentimentos dos quais ainda me lembrava.

A história gira em torno da família dos Buendía na cidade de Macondo, isolada de deus e dos homens. Quem já o leu poderá dizer o quão fascinante é ver o desenvolver do pequeno povoado em cidade e dos habitantes da casa, suas mudanças e permanências, sua sucessão de José Arcadios e Aurelianos e, como diria Úrsula, a repetição do tempo naquela casa que reflete em suas paredes os tempos de ascensão e queda.

Uma vez escutei (e claro que não me lembro de quem disse isso) que a literatura classificada como “realismo fantástico” é uma denominação dos países desenvolvidos, pois nos rincões interioranos de qualquer país latino haverão os contadores de história que falarão aos pequenos suas histórias fantásticas muito semelhantes aquelas que encontramos em “Cem Anos”. E não deixa de o ser verdade. Na minha própria família materna, de origem muito simples, as histórias de família fazem lembrar o que se diria fantástico. Pessoas que sobem ao céu em corpo, que comem a cal das paredes e a terra molhada e vomitam sanguessugas, que nascem e morrem ao mesmo tempo, que parecem andar em voltas em torno de um manuscrito em sânscrito antigo, sem nunca encontrar a resposta para a curiosidade. O que soa fantástico constitui na verdade uma história sensacional, que parece ser contada por um parente antigo, que viu tudo isso acontecer e viveu mais que Úrsula Iguarón ou Pilar Ternera para contar.

“Cem Anos de Solidão” é o tipo de livro que dá vontade de ler em uma só tarde, devorando-o mesmo imediatamente após seu término. Eu me segurei para não lê-lo de novo e dar chance a mais algum participante da fila de livros por ler, mesmo com a vontade de reencontrar José Arcadio e Rebeca em sua rede, o Coronel Aureliano em suas 32 guerras perdidas e as formigas que põem um ponto final à extirpe que, condenada aos cem anos de solidão, não terá uma segunda chance.

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2 thoughts on “Livro: Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez)

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