Livro: The Count Of Monte Cristo – Alexandre Dumas (pai)

Não, não vou colocar imagem nesse post. Dessa vez você vai ter que enfrentar meu texto puro, sem nenhuma referência visual, porque o Jim Caviezel sem camisa não exatamente tem algo a ver com o Edmond Dantès.

Breve resumo: Edmond Dantès tem um futuro aparentemente ótimo. Vai virar o capitão do Phareon, casar com sua adorada Mercedes e poder dar uma condição de vida melhor ao pai, já velho e bastante debilitado. Ele está a caminho de realizar tudo isso, não fossem duas condições desafortunadas que se encontram: a morte do antigo capitão, que o imbui de entregar uma correspondência (são planos para a recolocação de Napoleão ao poder, mas ele, bom menino, não sabe do que se trata) e a conjunção de inveja e cobiça de quatro personagens (Fernand Mondego, Danglars, Caderousse e Villefort), fatores que levam a uma reviravolta no caminho aparentemente pacífico e feliz de Edmond. Ele acaba sendo condenado por um crime que nem sabia estar cometendo e passa anos trancafiado no Château d’If, onde acaba formando uma amizade com o prisioneiro da cela ao lado, que o põe a par do tesouro escondido na pequena e rochosa ilha de Monte Cristo. Dantès encontra um fio de esperança no qual se agarrar para planejar sua fuga e futura vingança.

Anos depois, chega a Paris o Conde de Monte Cristo, dono de uma fortuna imensurável. Ele é introduzido à sociedade por Albert de Morcerf (filho de Fernand e Mercedes) e a partir daí, começará a realizar a vingança de Dantès.

“O Conde de Monte Cristo” é aquela típica história que todo mundo conhece por outros meios (tem até um episódio nos Simpsons!), mas quase ninguém perdeu um tempinho lendo o livro. Podemos simplificar como uma história de vingança, mas lá pro meio a gente percebe que é muito mais que isso. A concepção de que está fazendo o dever divino ao punir aqueles que uma vez o enganaram, traíram e causaram tanta dor, e a redenção do personagem ao final, transformam o enredo em algo um pouco mais profundo que a simples aventura. Apesar de torcer pelo personagem, eu me questionei algumas vezes se Dantès não estava levando sua vingança longe demais, mirando nos alvos errados e se imbuindo de um poder que nem ele deveria possuir. Com satisfação vi que ao fim até ele já estava pensando por esse caminho, porque se não eu o odiaria tremendamente.

Dos vários caminhos tomados e pessoas introduzidas na trama, os meus preferidos são o núcleo dos Villefort, especialmente o pai dele, Monsieur Noirtier (mas todos os personagens da família tem lá seu grau de fascinação), e Haydée, a princesa grega que começa como uma “filha” de Dantès e acaba sendo sua chance de felicidade e sua razão por um fim à vingança mais sensato do que o que ele havia planejado. Com o decorrer da história notamos que há uma pessoa que assim que conheceu o Conde, percebeu quem ele era em realidade e, por favor, isso deveria ser mais claro aos outros também, mas ter alguém com alguma sensibilidade ao passado ali foi um ponto bastante positivo, principalmente considerando quem essa pessoa é.

O livro é grande e a história se constrói aos poucos, o que contribui para que haja algumas partes mais arrastadas nele. Quem já viu outros posts sobre livros aqui, sabe que eu li outras obras durante a leitura do “Conde” e isso aconteceu na parte da história em que ele está na Itália, com Albert de Morcerf e Franz d’Epinay, e na descrição da vida pregressa de Luigi Vampa. É uma parte detalhada demais em relação ao ritmo da história e, sinceramente, a vida de Vampa não interessa tanto para o decorrer da história e Franz é um personagem totalmente intercambiável com outros amigos de Albert. Para ajudar, comecei lendo em francês e quando cheguei ao meio percebi que minha cópia não estava completa e tive que sair em busca de uma em inglês, porque desgraça pouca é bobagem.

Há muitos personagens e o próprio Dantès tem umas quatro personalidades, o que me dava um nó na cabeça. Se estiver começando a ler agora, aconselho a fazer um mapa logo desde o começo. Se já estiver com a leitura em andamento, achei um bom na página do Wiki em francês, que é o que segui quando retomei a leitura e estava muito perdida. Só assim para que eu não confundisse os Abbés e com quem os filhos de sicrano iam casar ou descasar.

Minha intenção era ler “Les Misérables” ou “Os Três Mosqueteiros” em seguida, mas vou tirar da minha lista algumas coisas mais simples antes de encarar tijolinhos e todas as suas ligações complexas entre personagens.

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3 thoughts on “Livro: The Count Of Monte Cristo – Alexandre Dumas (pai)

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