Série: Hannibal (1ª temporada)

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Terminei semana passada de assistir a primeira temporada de Hannibal. Pelas minhas contas não muito confiáveis, eu a comecei na metade no ano passado e, apesar de serem apenas 13 episódios, eu parei de ver no meio e tive de retomar desde o início, o que eu fiz no mês passado. Nem lembro o porquê de ter parado de assistir, pois eu estava muito viciada. E esse vício voltou com tudo nesse começo de ano.

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“Vou passar a série toda com essa cara próxima ao choro.”

Quem já viu algum dos filmes sobre o personagem, tem familiaridade com o plot que será abordado. Aqui, Hannibal Lecter é interpretado pelo maravilhoso Mads Mikkelsen (ótima escolha, pois além de dar uma estranheza visual, há uma força atlética combinada a uma suavidade de movimentos que o torna um animal, sempre espreitando suas presas), um psiquiatra que acaba por se envolver com o menino-dos-olhos do departamento de serial killers do FBI, Will Graham (Hugh Dancy). Graham foi amaldiçoado com o dom da empatia, seu cérebro consegue se identificar com o de outras pessoas de uma maneira muito específica, o que permite com que ele veja os crimes a partir do raciocínio dos assassinos. Entretanto, esses crimes o afetam e ele acaba por “se perder” dentro de suas impressões. O dom dele é usado por Jack Crawford (Laurence Fishburne), do FBI, para seus próprios propósitos, sem muito cuidado às ondas que surgem na psiquê de Graham devido à intensa exposição aos crimes bárbaros. Por um desencargo de consciência, Crawford indica Lecter como psiquiatra de Graham.

A série tem uma ar enevoado o tempo todo, tanto em relação ao clima mesmo quanto à relação de Hannibal e Will. Nós sabemos quem Lecter é, sabemos de sua história e quando ele oferece seus banquetes aos convidados, sabemos o que eles realmente estão comendo, mas todos os outros personagens ignoram a estranheza do comportamento do assassino. Os crimes dele estão categorizados sob a alcunha de ” Chesapeake Ripper”, mas há mais de dois anos ele não atua (ou eles não percebem suas ações, Hannibal só revela os corpos e crimes quando deseja). Isso muda ainda na primeira temporada, óbvio.

Os personagens são maravilhosos e fornecem muita pauta para conversas que exploram suas personalidades e pensamentos, até porque todo mundo ali tem conhecimento na área. Hannibal e Graham fazem uma dupla fascinante, é impossível não esperar as cenas em que eles vão se encontrar e esperar por quando Will vai descobrir a real natureza de Hannibal.

Tive algumas implicâncias com as cenas em que Will ia para os locais dos crimes. Aqueles flashes de luz para dizer que ele estava escaneando o local cortavam meu barato sempre. Eu estava aceitando muita coisa em favor da história (hospitais sem enfermeiros, locais de importância onde não trabalha ninguém e apresentam o lugar perfeito para um crime, gente extremamente confiante próxima a estranhos, etc) mas isso me agredia quase que pessoalmente pois parecia destoar demais do clima da série. A menina “isca” também poderia ter sido mais bem explorada. Não dá para acreditar nas relações dela, tanto para com Lecter quanto para com Graham, mas para mim, que adorava os filmes de terror sobre o personagem e sou completamente tendenciosa, essa série é um “must see” completo.

Como não amar Hannibal?

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“Te comia todinha.”

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