Livro e Filme: A Menina Que Roubava Livros (2013)

A-Menina-que-Roubava-Livros-posterTenho uma listinha de todos os livros que li desde 2009. É uma coisa meio obsessiva, um hobby bobo ao qual esse pequeno blog internetesco deve em parte a sua existência, já que eu queria guardar também as minhas impressões sobre os filmes, quadrinhos, músicas, séries e os próprios livros, utilizando-me de mais palavras do que só seus títulos, autores e ano em que eu li. Mas a listinha em papel permanece lá, à parte dos facebooks e skoobs da vida.

Pois bem, falei tudo isso só para justificar que apesar de ter lido o livro de Markus Zusak, eu não me lembrava de muita coisa da história, já que o li antes de 2009 e desde então muitas outras histórias passaram diante dos meus olhos. Para falar a verdade lembrava só dos seguintes fatos: a protagonista era uma menina de cabelos loiros e olhos castanhos (e a morte que narra a história dizia que isso era perigoso na Alemanha nazista), a mãe dela não era muito legal, havia um judeu em alguma parte da trama e ela morreu velhinha. Pronto, era basicamente disso que minha cabeça se lembrava.

No dia em que marcamos para ver o filme (maior programa familiar, com direito a pipoca, um saco cheio de doces, dois baldes de refrigerante e cachorro e papagaio no cinema), eu dei uma folheada no livro pra tentar lembrar de mais outras coisas, mas sem pegar muitos detalhes.

E sobre o filme? Gostei. Achei bastante fiel em alguns pontos de que eu me lembrava, inclusive nas cores escolhidas na maioria das cenas. O Rudy é uma graça, assim como o Hans Hubermann – dá vontade de abraçar os dois. Entretanto, algumas escolhas da direção me causaram alguma revolta:

1) Por que raios uma menina alemã se alfabetizaria em inglês, inclusive tendo os livros e dicionário na parede nessa língua? O filme já é falado em inglês, custaria tanto se ater a esse minúsculo detalhe? Eu sei que o público americano é chato e não gosta do que não entende, mas o alemão é uma língua tão mais literária e cheia de significados que o inglês que achei um desperdício.

2) O Max era tão novo assim? Quando saímos do cinema meu irmão havia entendido que Liesel havia se casado com ele no final. Olha, eu não lembro tanto assim da história mas eu tinha a impressão de um sonoro “não” a isso, e que o Max sempre foi só um amigo até porque tinha uma diferença de idade muito grande entre eles.

3) A personagem pareceu um pouco insensível no final, ao encontrar os pais e o amigo-quase-namorado nos destroços das casas.

4) Quedê os filhos dos Hubermann??

P.S.: Uma pena que agora os livros vão ganhar outra capa por causa do pôster do filme. A capa original é simples e linda. Dá vontade de roubar o livro da estante só por ela. 😉

Rouba eu.

Rouba eu

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3 thoughts on “Livro e Filme: A Menina Que Roubava Livros (2013)

  1. Eu também li o livro em 2009 e não recordo dos detalhes. Mas imaginava a Liesel bem mais nova, como uma criança bem “estrupiada”. Pelo menos nessa capa ela parece ser mais velha e é toda arrumadinha, nunca a imaginei assim. Tenho medo de assistir e me decepcionar muito.

    • É verdade! Não me atentei muito nisso, mas no livro ela é descrita como uma menina muito magra, pequena para a idade, sempre com fome e que não gostava de tomar banho. Agora que você disse é que me lembrei disso. Mais um ponto destoante entre as suas obras.

  2. Pingback: Retrospectiva 2014 | Meu Logbook

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